- As misericórdias fecharam cerca de 300 camas de cuidados continuados no último ano, por razões exclusivamente financeiras.
- O presidente da União das Misericórdias Portuguesas, Manuel Lemos, afirma que o Estado não está a assumir as suas responsabilidades.
- Existem cerca de seis mil camas de cuidados continuados na rede nacional, com atuação integrada de saúde e apoio social.
- O custo por utente em camas de longa duração é de cerca de 85 euros por dia, sendo que o Estado cobre apenas 85% desse valor.
- É necessária uma solução para os 15% restantes, já que, segundo Manuel Lemos, a rede funciona como pública, com o Estado a definir pacientes, unidades, duração e financiamento.
O presidente da União das Misericórdias Portuguesas afirma que o encerramento de cerca de 300 camas de cuidados continuados ocorreu no último ano, por razões estritamente financeiras. A leitura é de que o Estado não está a assumir as suas responsabilidades no financiamento destas estruturas.
O sistema nacional de cuidados continuados envolve cerca de 6000 camas, proporcionando atendimento de saúde e apoio social de forma integrada a pessoas em situação de dependência, independentemente da idade.
O custo diário por utente em camas de longa duração está estimado em aproximadamente 85 euros, com o Estado a cobrir apenas cerca de 85% desse valor. A restante parcela, correspondente a 15%, permanece por financiar, segundo a instituição.
Financiamento e gestão do sistema
A União das Misericórdias Portuguesas sustenta que a gestão da rede é, na prática, pública, dado que o Estado decide quem entra, a duração da estadia e o nível de financiamento. Esta visão sustenta a necessidade de uma solução para o financiamento residual.
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