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ULS Almada-Seixal adopta consultas orientadas por farmacêuticos hospitalares

ULS Almada-Seixal lança consulta orientada por farmacêuticos hospitalares para utentes sem médico de família, visando reduzir polimedicação e custos

Medicamentos
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  • A Unidade Local de Saúde Almada-Seixal criou uma consulta orientada por farmacêuticos hospitalares para doentes sem médico de família, iniciada em março de 2025 na UCSP Amora e alargada, em novembro, à UCSP Almada.
  • Foram realizadas 217 consultas (164 primeiras consultas e 53 de seguimento) com um total de 592 intervenções terapêuticas.
  • O objetivo é identificar problemas como duplicação de medicação, rever e reconciliar fármacos, solicitar exames e encaminhar para consulta de especialidade, em colaboração com o médico de medicina geral e familiar.
  • Em seis meses, na UCSP Amora, a reavaliação resultou numa poupança anual estimada de 14.628,93 euros, dos quais 7.808,96 euros correspondem à comparticipação do Serviço Nacional de Saúde.
  • A iniciativa, que pode ser estendida a outras unidades de cuidados de saúde, visa aumentar a segurança, otimizar regimes terapêuticos e reduzir gastos em saúde, com o farmacêutico a atuar junto da equipa de cuidados primários.

A Unidade Local de Saúde (ULS) Almada-Seixal criou um modelo de consulta orientado por farmacêuticos hospitalares. O objetivo é apoiar doentes sem médico de família, identificando problemas como duplicação de medicamentos. O projeto iniciou em março de 2025 na UCSP Amora.

Em novembro, o modelo foi alargado à UCSP Almada. Até agora foram realizadas 217 consultas: 164 primeiras consultas e 53 de seguimento, com um total de 592 intervenções terapêuticas. A iniciativa pretende ampliar-se a outras unidades de cuidados de saúde.

O que mudou e porquê

A ULS explica que utentes sem médico de família são seguidos em múltiplas consultas, em locais distintos, dentro e fora do SNS, com elevada polimedicação e maior risco de problemas relacionados com a medicação. O modelo permite revisão e reconciliação da medicação com orientação dos farmacêuticos.

A intervenção farmacêutica envolve ajustes de dose, suspensão de fármacos ou pedidos de meios complementares de diagnóstico e terapêutica, discutidos com o médico de medicina geral e familiar durante a consulta. A prática é de abordagem multidisciplinar.

Resultados e impacto económico

Do ponto de vista económico, a ULS descreve poupança de 14.628,93 euros por ano na UCSP Amora, em seis meses, tendo 7.808,96 euros de comparticipação pelo SNS. Estas métricas refletem a avaliação contínua dos regimes terapêuticos.

Helena Duarte, uma das impulsionadoras, sublinha a relevância de ter farmacêuticos hospitalares nos Cuidados de Saúde Primários. A proximidade com a equipa médica facilita a resolução rápida de divergências, com atualização de prescrições em tempo real.

Processo de operacionalização

Os doentes são identificados a partir de pedidos de receita crónica e referenciados para a consulta pela equipa médica de apoio ou pela enfermagem. Antes da consulta, a equipa analisa historial clínico e medicamentoso, identifica problemas e reconcilia fármacos.

Antes do terminar da consulta, pode haver pedidos de exames ou encaminhamento para consulta de especialidade. O objetivo é definir um plano terapêutico claro e ajustar a prescrição do doente.

Perspetiva futura

Desde março de 2025, as intervenções mais frequentes incluem deteção de medicamento inadequado, suspensão de fármacos e pedidos de análises. O modelo pretende estender-se a outras unidades, mantendo a eficácia na identificação de problemas de medicação.

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