- A presidente da ULS Amadora-Sintra apresentou um plano para reorganizar a urgência, reforçando a articulação entre cuidados de saúde primários, SNS 24 e o Hospital de Sintra.
- Já foram implementadas medidas para aliviar a urgência: o número de camas sociais em lares subiu de 65 para 90, com a criação de uma comissão de urgência para gerir o serviço e atrair mais médicos.
- O plano prevê contratar médicos tarefeiros regulares via empresas, em vez de contratos ad hoc, e criar pelo menos dois Centros de Atendimento Complementar (CAC) para respostas a situações menos urgentes.
- Estão a rever circuitos de doentes triados com pulseiras verdes e azuis, para encaminhar casos menos urgentes para CAC, incluindo um no Hospital Amadora Sintra e outro na Amadora.
- O objetivo a três anos é aumentar camas, melhorar rácios e transformar o hospital com a construção de um novo edifício, mantendo articulação com os cuidados primários e envolvendo autarcas no plano.
A presidente da ULS Amadora-Sintra apresentou um plano de reorganização da urgência, visando reduzir deslocações desnecessárias e reforçar a integração entre os cuidados primários, SNS 24 e o Hospital de Sintra. O objetivo é melhorar a articulação entre as redes e atender mais pacientes sem sobrecarregar a urgência.
Cavaca informou que já houve alterações para aliviar a pressão: aumentou-se o número de camas sociais em lares de 65 para 90, com a retirada de utentes deste serviço. Foi criada também uma comissão de urgência para gerir o serviço até estabilizar a prestação.
Foi anunciada a possibilidade de contratar médicos tarefeiros regulares, em vez de soluções ad hoc, para assegurar cuidados estáveis. A ideia é também instalar pelo menos dois Centros de Atendimento Complementar para responder a situações menos urgentes.
Reorganização da urgência
A responsável revelou que encontrou a urgência com um diretor de urgência demissionário e com a saída de 11 profissionais, o que agravou a pressão no serviço. A gestão pretende evitar novas saídas mantendo um quadro estável.
O plano inclui abrir locais para atender casos menos urgentes, com o Hospital Amadora Sintra a receber um dos Centros de Atendimento Complementar, e planeia-se abrir outro na Amadora. Isto resulta de uma avaliação dos circuitos de doentes com pulseiras verdes e azuis.
Recrutamento e infraestruturas
Segundo Cavaca, a ULS está a dialogar com empresas prestadoras de serviço para assegurar médicos regulares e menos dependentes de situações pontuais. O objetivo é atrair profissionais com um projecto de transformação do hospital, incluindo a construção de um novo edifício.
A presidente reiterou a necessidade de condições de trabalho atrativas, com horários flexíveis, teleconsulta e centros de atendimento, para fixar médicos, enfermeiros e técnicos. O hospital tem, hoje, cerca de 600 mil habitantes como população-atendida.
O plano estratégico, a apresentar em abril, inclui a construção de três centros de saúde na Amadora e mais três ou quatro em Sintra, visando reforçar a rede local de cuidados. A meta é melhorar os rácios de camas e padrões de qualidade ao longo de três anos.
Entre na conversa da comunidade