- Portugal celebra 25 anos de venda livre da pílula do dia seguinte, sem necessidade de prescrição.
- A mudança gerou objecções de consciência aos balcões das farmácias.
- Sofia, hoje com 28 anos, recorda que aos 20 anos comprou a pílula no dia seguinte após uma relação sexual.
- Na altura, suspeitou de fertilidade e, por ter a pílula em casa esquecida, dirigiu-se à farmácia com o namorado para a adquirir.
- O título da notícia resume a evolução de uma posição inicial, vista como atentado à vida, para a perceção de uma escolha sensata ao longo de 25 anos.
De “atentado contra a vida” a opção segura: Portugal celebra 25 anos da venda livre da pílula do dia seguinte. A medida, que surgiu num contexto de debates sobre abortos clandestinos e gravidezes adolescentes, provocou objecções de consciência entre farmacêuticos.
Sofreb de ansiedade e receios, uma jovem de 28 anos recorda que, aos 20 anos, decidiu recorrer à pílula do dia seguinte após uma relação em que o preservativo não terá funcionado conforme o esperado. A compra aconteceu na farmácia, com o apoio do namorado, num momento em que o casal confrontava a incerteza de uma possível gravidez.
Ao longo de um quarto de século, a disponibilidade da pílula sem prescrição gerou debates entre diferentes perspetivas éticas e de saúde pública. O tema manteve-se presente no discurso sobre planeamento familiar, acesso a métodos contraceptivos e a resposta do sistema de saúde a situações de urgência reprodutiva.
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