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Mudança de hora e sono: desregulação sob análise

Dia Mundial do Sono destaca o impacto da mudança da hora no relógio biológico, com fadiga, menor concentração e riscos sociais

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  • Hoje, 13 de março, celebra-se o Dia Mundial do Sono, enquanto persiste a mudança de horário duas vezes por ano.
  • A alteração arrancou em 1916, durante a Primeira Guerra Mundial, e continua a exigir ajuste social abrupto do relógio.
  • O organismo funciona segundo o ritmo circadiano; mudar o horário social pode provocar desalinhamento, semelhante a um jet lag.
  • Estudos associam primavera a menos sono, fadiga, sonolência diurna e dificuldades de concentração; podem ocorrer também mais acidentes.
  • Na União Europeia, há debate sobre abolir a mudança sazonal, mas a decisão ainda não foi tomada.

Hoje, 13 de março, celebra-se o Dia Mundial do Sono. O foco é a relação entre sono, ritmo biológico e as mudanças de horário que se repetem cada ano. A pergunta central é simples: por que manter a alteração de hora duas vezes por ano?

Em Portugal, a adoção do horário de verão remonta a 1916, durante a Primeira Guerra Mundial. A prática é defendida por quem associa dias mais longos à atividade económica e ao conforto social, mas é contestada por quem aponta perturbações no sono e no bem-estar.

A mudança de hora pode provocar um desalinhamento entre o relógio biológico e o tempo social. O corpo funciona segundo o ritmo circadiano, que regula sono, temperatura e hormonas. Alterar repentinamente o horário pode produzir efeitos como fadiga, sonolência daytime e dificuldades de concentração.

Após a transição para a clara da manhã na primavera, há evidência de menos sono e de aumento temporário de problemas relacionados com a vigília. A incidência de acidentes rodoviários e profissionais é também ligada a esse período de adaptação, com variações conforme idade e tipo de trabalho.

Além do impacto individual, surgem consequências sociais e económicas. Uma população com sono inadequado tende a ser menos produtiva e mais susceptível a problemas de saúde. A qualidade do sono ganha relevância para a saúde pública e o funcionamento da sociedade.

No plano político, cresce o debate sobre a utilidade da mudança sazonal. A União Europeia tem explorado a possibilidade de abolir a alteração bi-anual, mas a decisão permanece adiada por divergências entre Estados-membros e questões de coordenação.

Enquanto o tema não é resolvido, os relógios continuam a avançar e recuar. O diálogo público envolve também a relação entre políticas de energia, hábitos de sono e segurança rodoviária. O objetivo é preservar a saúde e a produtividade sem perturbar ritmos biológicos.

Promover bons hábitos de sono é essencial, mas é igualmente crucial assegurar que as políticas públicas não dificultem esse objetivo. A reflexão atual coloca o sono no centro de políticas de saúde, produtividade e bem-estar social. O que é prioritário é reduzir o desalinhamento entre os relógios externo e interno.

A autora do texto original aponta que o sono não é um luxo nem um capricho, defende-se uma visão baseada em evidência. O desafio é alinhar decisões políticas com a ciência do sono para evitar impactos desnecessários no dia a dia das pessoas.

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