- Em Portugal, a prevalência de HPV nas mulheres deverá situar-se entre 13% e 19%, com maior incidência entre 18 e 24 anos.
- Entre 80% e 90% das mulheres sexualmente ativas contactam com o HPV ao longo da vida; na maioria dos casos o vírus é eliminado pelo organismo.
- A infecção pode permanecer latente durante anos e, se não tratada, pode originar lesões graves ou câncer do colo do útero.
- A vacina contra o HPV tem mostrado eficácia, com evidência de proteção cada vez mais robusta.
- Um estudo recente aponta para um maior espaçamento dos rastreios em mulheres vacinadas, sem perda de segurança.
Um estudo recente em Portugal demonstra que a vacina contra o HPV funciona na proteção contra o cancro do colo do útero. Os investigadores analisaram padrões de infecção e de rastreio, com foco na relação entre vacinação e resultados de saúde.
Entre 13% e 19% das mulheres apresentam HPV ao longo da vida, com maior incidência entre as jovens, entre os 18 e os 24 anos. Os dados destacam a importância da vacinação para reduzir esse impacto.
Entre 80% e 90% das mulheres sexualmente ativas entram em contacto com o HPV em algum momento, sendo comum a eliminação espontânea pelo sistema imunitário. Em alguns casos, a infecção pode permanecer latente e evoluir para lesões ou cancro.
Impacto da vacinação
Os resultados apontam que a vacinação reduz o risco de lesões associadas ao HPV e permite um maior espaçamento entre rastreios sem comprometer a segurança. Esta evidência reforça a eficácia da imunização.
O estudo sugere que as estratégias de vigilância devem adaptar-se, mantendo a monitorização adequada, especialmente em grupos não vacinados ou com menor adesão. A proteção conferida pela vacina aparece estável ao longo do tempo.
Rastreio e políticas de saúde
As autoridades de saúde destacam a importância de manter o rastreio conforme as Diretrizes, mesmo com elevado nível de vacinação. A comunicação pública deve esclarecer dúvidas sobre frequência de testes.
A divulgação de dados fortalece a confiança nas campanhas de vacinação e facilita a adesão, contribuindo para reduzir casos futuros de cancro do colo do útero e para a proteção da saúde feminina.
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