- O antigo director executivo do SNS, Fernando Araújo, afirmou no Parlamento que não houve responsabilização política pela greve de 2024 no INEM.
- Criticou a opção de responsabilizar técnicos que estavam a trabalhar durante a greve, considerando-a infeliz.
- Disse que, com a tomada de posse da nova equipa do Ministério da Saúde em 2024, a direção executiva do SNS não foi chamada a contribuir.
- Afirmou que o estado atual do SNS é de preocupação, com acesso degradado e mais utentes em espera para consulta externa e cirurgia.
- Relembrou que o plano de transformação da saúde omitiu o pré-hospitalar, defendendo avaliação por mérito técnico e apontando instabilidade provocada por mudanças de liderança.
O antigo diretor executivo do Serviço Nacional de Saúde (SNS), Fernando Araújo, afirmou no Parlamento que não houve responsabilização política pelas consequências da greve de 2024 no INEM. Considerou infeliz a opção de responsabilizar técnicos que estavam a trabalhar nesse período.
Araújo lembrou que, com a tomada de posse da nova equipa do Ministério da Saúde em 2024, liderada por Ana Paula Martins, a direção executiva do SNS não foi chamada a contribuir. Disse ter aceitado a falta de convite e que a equipa não recebeu a confiança da tutela, o que motivou a demissão em abril de 2024.
O ex-líder do SNS expressou preocupação com o estado atual do Serviço Nacional de Saúde, destacando a degradação do acesso e o aumento de utentes em espera para consultas externas e cirurgia. Reforçou que as urgências mantêm limitações identificadas pela direção anterior.
Descoordenação de liderança política
Sobre o plano de transformação da saúde, Araújo criticou a passagem de foco para o pré-hospitalar, sublinhando que a urgência não começa na porta do hospital, mas na casa do utente. Defendeu que a área pré-hospitalar era essencial para melhorar a eficácia da resposta.
Relativamente ao INEM, durante a greve de emergência pré-hospitalar em outubro e novembro de 2024, o responsável apontou falhas de planeamento e de organização para assegurar a segurança da intervenção, bem como instabilidade provocada por mudanças rápidas na liderança do instituto.
Mudanças de lideranças hospitalares
Ao comentar as mudanças na liderança hospitalar no último ano, Araújo defendeu que os gestores devem ser avaliados pelo mérito técnico e pelos resultados, não por fidelidade a estruturas partidárias. Considerou que substituições por motivações político-partidárias geram instabilidade institucional.
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