- Um sindicato de enfermários denuncia que a ULS Lisboa Ocidental apagou o saldo de horas por pagar ao atualizar o sistema de registo de assiduidade, algo que a unidade afirma não prejudicar os trabalhadores.
- A ULSLO diz que a nova versão do sistema visa otimizar ganhos de eficiência e que, em breve, estará concluída, mantendo preservado o histórico de registo dos trabalhadores.
- O SITEU alerta que, sem referências no sistema, os profissionais podem deixar de receber as horas acumuladas e feriados por gozar, sendo necessário acionar o Tribunal de Trabalho e o Ministério Público.
- A dirigente sindical aponta que há enfermeiros com mais de 600 horas realizadas e não pagas, equivalentes a cerca de seis meses de trabalho, com 35 feriados por gozar.
- A presidente do SITEU orienta os trabalhadores a solicitarem por escrito o pagamento dos créditos laborais à ULS e pretende levar o caso ao Ministério da Saúde.
A direção do Sindicato Independente de Todos os Enfermeiros Unidos (SITEU) denunciou que a ULS Lisboa Ocidental removeu as horas por pagar do sistema de registo de assiduidade. A queixa veio na quarta-feira, durante uma primeira reação ao que classificou como um apagão de créditos saldados.
De acordo com Gorete Pimentel, presidente do SITEU, na segunda-feira os enfermeiros verificaram que o registo de entradas e saídas e o saldo de horas por pagar estavam completamente eliminados. A dirigente alertou para o risco de não receberem as horas devidas.
A ULS Lisboa Ocidental informou que está a instalar uma nova versão do sistema com foco em eficiência. Garantiu que nenhum trabalhador será prejudicado e que o histórico de registos será preservado, incluindo as horas já trabalhadas e os feriados a gozar. A unidade compreende os hospitais de Francisco Xavier, Egas Moniz e Santa Cruz, além de 19 centros de saúde.
Impacto para os profissionais
Pimentel afirmou que, sem referências no saldo, alguns trabalhadores podem deixar de receber horas acumuladas. A dirigente recomendou aos funcionários que solicitem, por escrito, o pagamento dos créditos laborais aos serviços competentes.
Entre os casos mencionados estão enfermeiros, especialmente nos serviços de urgência, com mais de 600 horas não pagas, correspondentes a cerca de seis meses de trabalho, acompanhadas de 35 feriados por gozar. O SITEU pretende também levar a situação ao Ministério da Saúde para averiguação.
A ULS Lisboa Ocidental agrega os hospitais Francisco Xavier, Egas Moniz e Santa Cruz, bem como 19 centros de saúde, segundo a própria instituição.
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