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Organização defende reconhecimento da covid-19 longa como invisível e subdiagnosticada

AMM alerta que a covid longa continua invisível e subdiagnosticada, exigindo definição consensual, dados epidemiológicos e respostas estruturadas no sistema de saúde

Calcula-se que mais de 400 milhões de pessoas vivam com covid longa
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  • A AMM afirma que a covid longa continua invisível e subdiagnosticada em Portugal, apontando para a ausência de dados epidemiológicos, centros de referência e formação clínica adequada.
  • A Sociedade Portuguesa de Pneumologia sustenta que ainda não existe definição consensual; a Organização Mundial da Saúde indica que a condição pós‑covid ocorre habitualmente nos primeiros três meses após a infeção, com sintomas persistentes por pelo menos dois meses e sem explicação por outro diagnóstico.
  • O pneumologista João Carlos Winck, do Conselho Científico da AMM, disse que a covid longa integra o grupo das síndromes pós-infeciosas (PAIS), que inclui também a EM/SFC (Encefalomielite Miálgica/Síndrome de Fadiga Crónica).
  • Estas condições podem provocar fadiga extrema, mal-estar pós‑esforço (PEM), disfunção cognitiva, intolerância ortostática, distúrbios do sono e dor musculoesquelética, tornando‑se altamente incapacitantes.
  • A AMM sublinha que a invisibilidade da doença crónica tem consequências profundas na vida dos afetados, incluindo perda de autonomia, dificuldades laborais e estigmatização social; estima-se que mais de quatrocentos milhões vivam com covid longa, com estudos a indicar que mais da metade permanece sintomática um ano após a infeção.

A Covid-19 longa continua invisível, subdiagnosticada e sem resposta estruturada em Portugal, segundo a Associação de Médicina de Portugal (AMM). A organização aponta ainda para a ausência de dados epidemiológicos, de centros de referência dedicados e de formação clínica adequada para enfrentar a condição.

A Sociedade Portuguesa de Pneumologia e a AMM sustentam que não existe definição universal sobre o que é a Covid-19 longa. A Organização Mundial da Saúde indica que a condição pós-infecção costuma surgir nos primeiros três meses após a infeção inicial, com sintomas que persistem por pelo menos dois meses e sem explicação por outro diagnóstico.

Para o pneumologista João Carlos Winck, membro do Conselho Científico da AMM, a Covid-19 longa integra o grupo das síndromes pós-infeciosas, que inclui também a EM/SFC. Estas condições podem gerar fadiga extrema, mal-estar após esforço, disfunção cognitiva, intolerância ortostática, distúrbios do sono e dor musculoesquelética, tornando-se muitas vezes incapacitantes.

Em vésperas do Dia Internacional de Consciencialização para a Covid Longa, a AMM afirma que a invisibilidade da doença crónica acarreta consequências profundas, como perda de autonomia, dificuldades no mercado de trabalho e estigmatização social, sublinhando a necessidade de respostas estruturadas no sistema de saúde.

A organização estima que mais de 400 milhões de pessoas vivam com Covid longa, e estudos indicam que mais da metade dos doentes permanece sintomática um ano após a infeção, segundo dados citados pela AMM.

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