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Nova urgência de obstetrícia em Almada entra em funcionamento após escalas

Urgência regional de ginecologia e obstetrícia em Almada arrancará assim que as escalas conjuntas estiverem concluídas, afirma a ministra, sem data

A ministra da Saúde, Ana Paula Martins, admite que "não é por decreto" que se conseguem mobilizar as equipas médicas para irem para um determinado hospital
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  • A nova urgência regional de ginecologia e obstetrícia no Hospital Garcia de Orta, em Almada, arrancará assim que as escalas conjuntas estiverem concluídas; a data não foi definida.
  • A data será comunicada pelo director executivo do Serviço Nacional de Saúde, segundo a ministra.
  • Médicas das equipas de obstetrícia do Barreiro, que reunirem condições, integrarão o novo modelo.
  • As reuniões entre unidades hospitalares e a Direção Executiva do SNS decorrem em ambiente de cooperação, com foco em reforçar a referenciação entre hospitais e o apoio de vida em concelhos distantes.
  • Está previsto criar um centro de elevado desempenho de ginecologia e obstetrícia até ao Verão, passível de funcionar como solução transitória caso haja equipas suficientes; a situação é dinâmica e envolve condições operacionais.

A Nova urgência regional de ginecologia e obstetrícia do Hospital Garcia de Orta, em Almada, ficará operacional assim que as escalas conjuntas entre equipas estiverem concluídas. A data não foi avançada pela ministra da Saúde, que disse que o anúncio será feito pelo director executivo do SNS.

Ana Paula Martins referiu que as equipas das diferentes unidades terão de estar alinhadas antes de abrir a urgência regional. As decisões dependem de vários aspetos operacionais, incluindo a organização de horários e a articulação entre serviços.

As reuniões entre as unidades da Península de Setúbal decorrem em ambiente de colaboração, segundo a ministra. Além de Almada, são apontadas as Clínicas do Barreiro e o Hospital de São Bernardo, em Setúbal, como envolvidas no processo.

Condições e perspetivas de implementação

Entre as condições destacadas estão o reforço dos mecanismos de referência entre hospitais e a melhoria do suporte de emergência médica, especialmente no transporte e atendimento em concelhos sem hospital de referência. A gestão pretende evitar falhas na operação desde o primeiro dia.

A ministra sublinhou que a criação de uma urgência regional exige prudência para assegurar que tudo está preparado. Questionada sobre atrasos, respondeu que não considera que haja atraso, apenas complexidade operacional.

Quanto ao recurso a médicos prestadores de serviços, a governante afirmou que este modelo é comum no SNS e que a urgência em questão também poderá depender de profissionais sem vínculo contratual. A aposta é em tornar o espaço mais atractivo para atrair equipas estáveis.

Centro de elevado desempenho até ao Verão

A ministra pronunciou-se ainda sobre o plano de criar um centro de elevado desempenho de ginecologia e obstetrícia, com assinatura de um memorando entre o SNS, o Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge e a ULS de Santa Maria. O centro deverá estar criado até ao Verão, segundo as palavras da governante.

O objetivo é fortalecer a-planeamento de pessoal e dar resposta às necessidades da região, mantendo a urgência regional como solução dinâmica, sujeita a evolução conforme existirem condições para manter as urgências abertas com equipas próprias.

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