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Mais de metade das mortes maternas ocorrem em mulheres com mais de 35 anos

Mais de metade das mortes maternas entre 2020 e 2024 ocorreu em mulheres de 35 ou mais anos, indicando maior risco com a idade, segundo a DGS

Mais de metade das mortes maternas são de mulheres com mais de 35 anos
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  • Entre 2020 e 2024 registaram-se cinqüenta e cinco óbitos maternos, com um Rácio de Mortalidade Materna de 13,1 por 100.000 nados-vivos.
  • Mais de metade das mortes ocorreram em mulheres com 35 anos ou mais, confirmando um aumento de risco com a idade.
  • 49,1% das mortes ocorreram nos 42 dias após o término da gravidez e 41,8% durante a gravidez.
  • 49,1% foram mortes maternas diretas e 50,9% indiretas, maioritariamente associadas a distúrbios hipertensivos e outras complicações obstétricas.
  • A maioria das vítimas residia em Portugal (98,2%), sendo 80% de nacionalidade portuguesa e 18,2% estrangeira.

Mais de metade das mortes maternas registadas entre 2020 e 2024 ocorreram em mulheres com 35 ou mais anos, aponta um relatório oficial. O Rácio de Mortalidade Materna (RMM) nesse quinquénio foi de 13,1 mortes por 100.000 nados-vivos, com 55 óbitos no total.

A análise confirma um gradiente etário: 61,8% das mortes ocorreram em mulheres com 35 anos ou mais, e o grupo acima de 39 anos apresentou valores particularmente elevados. A problemática aumenta com a idade, independentemente de outros fatores.

Entre 2020 e 2024, 98,2% das mulheres residiam em Portugal e 80% tinham nacionalidade portuguesa, enquanto 18,2% eram estrangeiras. O RMM foi idêntico entre nacionais e estrangeiras (12,9 por 100.000 nados-vivos).

Desagregação por tempo de óbito e tipo de morte

Quase metade dos óbitos (49,1%) ocorreu nos 42 dias após o término da gravidez, enquanto 41,8% aconteceram durante a gravidez. Destas mortes, 49,1% foram diretas e 50,9% indiretas, principalmente associadas a distúrbios hipertensivos e outras complicações obstétricas (33,3% cada), sobretudo entre 30 e 39 anos.

As mortes indiretas estiveram principalmente ligadas a doenças do aparelho circulatório (57,1%), com concentração maior em idades iguais ou superiores a 35 anos. Em idade mais jovem, predominaram outros padrões de causas, como doenças do aparelho digestivo.

Conclusões e implicações

Os dados associam maior risco à idade materna avançada e à presença de comorbilidades prévias, além da complexidade clínica da gravidez e do puerpério. A DGS recomenda estratégias integradas de prevenção, vigilância e cuidados diferenciados ao longo da vida reprodutiva.

O relatório enfatiza que o aumento da idade materna e das comorbilidades impõem novos desafios aos sistemas de saúde, destacando a importância de leituras quinquenais para uma avaliação estável do fenómeno.

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