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Leitura, jogos de lógica e competências podem atrasar Alzheimer, indica estudo

Estudo indica que leitura, jogos de lógica e aprendizagem contínua podem atrasar o aparecimento da doença de Alzheimer

Leitura, puzzles e novas competências podem ajudar a atrasar a doença de Alzheimer
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  • Um estudo com quase 2 mil adultos mais velhos mostrou associação entre atividades cognitivamente estimulantes ao longo da vida e menor probabilidade de desenvolver demência, incluindo Alzheimer, além de atrasar o aparecimento da doença.
  • Atividades como ler, escrever, aprender uma língua, jogar xadrez, resolver puzzles ou visitar museus foram associadas a menos risco de demência, destacando a importância da meia-idade como período de proteção.
  • Mesmo quem não teve estímulos cognitivos no passado pode beneficiar ao começar mais tarde, já que a reserva cognitiva ajuda a manter memória e raciocínio.
  • Em autópsias de 948 participantes, pessoas com maior enriquecimento cognitivo mantiveram melhor memória e raciocínio mesmo com características típicas da doença, apresentando declínio mais lento.
  • O estudo é indicativo de associação, não prova causalidade; outros fatores, como saúde física, sono e controlo da tensão arterial, também influem na saúde cerebral.

O estudo da Rush University Medical Center, em Chicago, aponta que a leitura, jogos de lógica e outras atividades intelectuais ao longo da vida podem atrasar o aparecimento da doença de Alzheimer. A pesquisa acompanhou quase 2 000 adultos com 53 a 100 anos, sem demência no início, durante oito anos.

Os investigadores observaram que quem realizava став atividades cognitivamente estimulantes com regularidade tinham menor probabilidade de desenvolver demência. A meia-idade surge como período particularmente relevante para proteger a saúde do cérebro.

Mesmo entre quem não começou na juventude, há potencial benefício ao iniciar mais tarde. A equipa destaca que não se trata apenas de uma atividade isolada, mas de manter envolvimento com tarefas significativas e com paixão.

O que o estudo revelou

Os participantes que relataram maior envolvimento cognitivo ao longo da vida apresentaram Alzheimer cerca de cinco anos mais tarde, em comparação com quem teve menor estimulação mental. Níveis elevados de atividade na meia-idade também estiveram ligados a um declínio cognitivo mais lento.

A pesquisa incluiu ainda autópsias de 948 participantes falecidos, mostrando que, mesmo com alterações típicas da doença, os cérebros enriquecidos mostraram melhor memória e raciocínio e menor declínio antes da morte.

Interpretações e limitações

Os autores referem que a investigação demonstra associação, não prova causalidade, entre estimulação cognitiva e risco de demência. Outros estudos sustentam relações entre reserva cognitiva e funcionamento cerebral, mesmo diante de sinais patológicos.

O estudo sugere que a reserva cognitiva se fortalece com atividades variadas, como aprender música ou praticar desporto mental, e que o esforço deve ser contínuo ao longo da vida.

Contexto global

O impacto da demência mantém-se elevado a nível mundial, com mais de 57 milhões de pessoas afetadas. Na Europa, aproximadamente 9,8 milhões convivem com a doença, números que se espera aumentem nas próximas décadas.

Segundo organizações internacionais, surgem mais de 10 milhões de novos casos por ano, o que corresponde a um novo caso a cada 3,2 segundos.

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