Em Alta futeboldesportoPortugalinternacionaispessoas

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Impacto dos antibióticos no microbioma intestinal pode durar até oito anos

Antibióticos podem alterar o microbioma intestinal por quatro a oito anos, com maior impacto em clindamicina, fluoroquinolonas e flucloxacilina

Antibióticos
0:00
Carregando...
0:00
  • Um estudo revela que antibióticos podem alterar o microbioma intestinal durante até oito anos, dependendo do medicamento utilizado.
  • A análise, envolvendo 14.979 residentes na Suécia, encontrou ligações entre o uso de antibióticos nos últimos oito anos e a composição e diversidade de bactérias no intestino.
  • O impacto foi mais intenso com clindamicina, fluoroquinolonas e flucloxacilina; já a penicilina V apresentou alterações pequenas e de curta duração.
  • Os investigadores destacam que vestígios de antibiótico podem permanecer quatro a oito anos após o tratamento, mesmo que tenha ocorrido apenas uma dose.
  • A investigadora principal, Tove Fall, afirma que os resultados podem fundamentar futuras recomendações sobre a escolha entre antibióticos, visando menor efeito no microbioma.

O impacto dos antibióticos no microbioma intestinal pode durar até oito anos. O estudo avalia como a composição da comunidade bacteriana muda com o uso de antibióticos e por quanto tempo persiste esse efeito.

A investigação seguiu 14.979 residentes na Suécia, comparando quem tomou antibióticos nos últimos oito anos com quem não tomou. A análise mostrou ligações fortes entre o histórico de antibióticos e a diversidade bacteriana individual.

Os resultados sugerem que tratamentos anteriores deixam vestígios no microbioma, mesmo anos depois. O impacto varia conforme o tipo de antibiótico utilizado.

Resultados-chave do estudo

Foi observado maior efeito com clindamicina, fluoroquinolonas e flucloxacilina, em comparação com a penicilina V, que apresentou alterações menores e de curta duração. A flucloxacilina surpreendeu pela intensidade prevista a partir de espetro restrito.

A investigação, liderada pela Universidade de Uppsala, foi publicada na Nature Medicine e citada pela agência EFE. Os autores destacam que os resultados ajudam a fundamentar futuras recomendações sobre escolhas entre antibióticos.

Implicações e contexto

Segundo a responsável principal, a flucloxacilina mostrou ligação significativa com o microbioma, o que não era esperado. O estudo sugere considerar impactos no microbioma ao selecionar antibióticos equivalentes em eficácia.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais