- Uma família de Ovar pediu aos convidados de um funeral que substituíssem flores por donativos, para financiar a renovação de uma varanda de 50 metros quadrados no Hospital Santos Silva, em Gaia.
- Os donativos, que totalizaram cerca de 4 mil euros, foram reunidos num pote durante a cerimónia de Liberto Almeida, falecido em 2024, após doença oncológica. A filha Sara apresentou o projeto à direção do hospital.
- A transformação, realizada ao longo de mais de um ano pela própria família com ajuda de amigos, incluiu áreas de estar, floreiras, plantas e mobiliário de exterior.
- A varanda ganhou zonas de descanso, mesas e cadeiras, com vista para árvores e mar, mantendo ligação aos serviços de Pneumologia e Cuidados Paliativos e permitindo terapias ao ar livre.
- A responsável pela Pneumologia do hospital reconheceu que a iniciativa melhorou as condições de internamento e lembrou o valor terapêutico do espaço exterior; a viúva Natália agradeceu a oportunidade de manter a memória do marido.
O que antes era um varandim sem elementos decorativos passou a ter zonas de estar e cores vivas, graças a uma iniciativa familiar. O projeto nasceu após a morte de Liberto Almeida, em 2024, devido a cancro do pulmão, no Hospital Santos Silva, em Gaia.
Uma família de Ovar pediu aos convidados do funeral que substituíssem flores por donativos. Os donativos, reunidos num total próximo de 4000 euros, financiaram a renovação da varanda de 50 metros quadrados. A ideia foi da filha do casal, Sara, com aprovação dos responsáveis do hospital.
Transformação e participação
Os cinco membros da família dedicaram meses ao trabalho voluntário, com ajuda de amigos em doações de plantas e materiais. A varanda ganhou espaços de estar, floreiras, vasos com flores e ervas aromáticas, bem como mobiliário de exterior.
O espaço passou a permitir aos utentes de Pneumologia e Cuidados Paliativos bolsos de pausa ao ar livre, com vista para áreas verdes e para o mar. A remodelação recebeu aprovação dos diretores do hospital, que destacaram o impacto positivo para a recuperação.
A diretora de Pneumologia da Unidade Local de Saúde Gaia e Espinho reconheceu a generosidade da família e salientou que a intervenção transforma um ato de memória num benefício para quem utiliza o serviço. O espaço inclui zonas de descanso e mesas com cadeiras para refeições exteriores.
Natália Moreira, viúva de Liberto, declarou que o marido, nos seus últimos dias, pensava no desperdício de flores, sugerindo, em vez disso, que houvesse apoio financeiro para conforto dos doentes. A inauguração evocou memórias, mas permitiu cumprir o desejo de contribuir para o hospital.
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