- Enfermagem da ULS Almada-Seixal iniciou uma greve de 24 horas nesta terça-feira, com concentração no Hospital Garcia de Orta, para exigir retroativos e ajustes salariais.
- A adesão inicial no Garcia de Orta foi de cerca de 81%, com vários centros de saúde a encerrar atividades.
- a greve ocorre após reunião de 2 de março com o Conselho de Administração, que não apresentou soluções para as progressões nem para a avaliação de desempenho considerada arbitrária.
- Os profissionais dizem que há dívidas por trabalho extraordinário, pelos antigos centros de saúde, pela ex-ARS e pelos retroativos das progressões ainda não pagos.
- O sindicato alerta para grave falta de enfermeiros e reclama mais transparência sobre admissões, criticando a recusa do CA em medidas simples, como atribuir um dia de férias a todos os enfermeiros.
Os enfermeiros da Unidade Local de Saúde (ULS) Almada-Seixal decretaram greve de 24 horas para esta terça-feira. A concentração junto ao Hospital Garcia de Orta começou às 10h30, com foco na exigência de pagamento de retroativos, em atraso, das progressões e de ajustes salariais.
Segundo o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses, a adesão no Hospital Garcia de Orta era de cerca de 81% às 10h30, com vários centros de saúde encerrados. A paralisação surge após uma reunião com o Conselho de Administração (CA) que não apresentou soluções para os problemas apresentadas.
A greve foi anunciada na sequência da reunião de 2 de março, em que o CA não avançou com respostas. A luta centra-se em progressões ligadas a avaliações de desempenho consideradas arbitrárias pelo CA, que terá critérios superiores ao permitido pela lei, segundo o sindicato.
Reivindicações e impacto financeiro
Os profissionais pedem a aplicação de quotas por categoria e o cumprimento dos prazos de progressão, já que o processo de avaliação de 2023/2024 não está concluído. O atraso acumula-se com dívidas por trabalho extraordinário e retroativos das progressões.
A diretiva sindical alerta para a grave escassez de enfermeiros, que deverá piorar no período de férias, criticando a falta de transparência do CA sobre admissões previstas. A atitude considerada de não resolução levou à decisão de greve para exigir soluções efetivas.
O sindicato refere ainda que a administração tem recusado informações simples, como o número de profissionais a admitir, o que agrava a perceção de falta de planeamento. A Lusa questionou a ULSAS sobre o protesto, mas ainda não houve resposta.
Entre na conversa da comunidade