- Em apenas uma operação, a PSP apreendeu 3.639 botijas de óxido nitroso, aumentando as apreensões para níveis sete vezes superiores aos dos quatro anos anteriores.
- As intoxicações associadas à chamada “droga do riso” têm chegado mais ao Serviço Nacional de Saúde (SNS).
- Médicos alertam que o consumo continuado pode provocar lesões neurológicas e pulmonares.
- Em 2024, uma adolescente foi admitida no Hospital Dona Estefânia, em Lisboa, com mieloneuropatia e défice de vitamina B12, necessitando de fisioterapia intensiva.
- O gás está na lista de substâncias psicoativas proibidas e as autoridades têm aumentado o foco na monitorização e repressão do seu tráfico.
O Serviço Nacional de Saúde (SNS) analisa o aumento das intoxicações associadas ao óxido nitroso, conhecido como “droga do riso”. Dados de 2024 indicam que as ocorrências têm vindo a subir, com consequências neurológicas e pulmonares em alguns casos.
Apesar de ser uma substância proibida, o gás continua a ser consumido em contextos de lazer. Médicos alertam para riscos graves, mesmo em uso pontual, incluindo danos no sistema nervoso e deficiência de vitamina B12.
Uma operação da PSP, realizada este ano, resultou na apreensão de 3639 botijas de óxido nitroso, sete vezes mais do que nos últimos quatro anos. As autoridades destacam a necessidade de combater a comercialização ilegal.
Apreensões e impactos
Pedro, 16 anos, utilizava o gás com frequência em encontros entre amigos. Transportado para o Hospital Dona Estefânia, em Lisboa, apresentou mieloneuropatia e défice de vitamina B12, com dificuldade de marcha e formigueiro nas pernas.
O internamento revelou um quadro neurológico relevante; ficou estável apenas com tratamento e fisioterapia intensiva. A equipa médica sublinha que o consumo prolongado pode evoluir para lesões graves e permanentes.
Especialistas explicam que o uso repetido aumenta o risco de falhas neurológicas e de diagnóstico tardio. As autoridades reiteram que a substância está proibida e que a venda ilícita continua a sustentar a pressão sobre o SNS.
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