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Desigualdades na literacia alimentar afetam idosos e famílias carenciadas

Desigualdades sociais persistem, com idosos e agregados de rendimentos baixos a apresentar literacia alimentar mais baixa, dificultando escolhas sustentáveis

Alimentação saudável
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  • O estudo da Associação Portuguesa de Nutrição aponta um score global de literacia alimentar de 57,5% entre a população adulta de Portugal.
  • Conclui que idosos, famílias com rendimentos baixos e pessoas com pior perceção da saúde apresentam níveis mais baixos de literacia alimentar.
  • A dimensão Consumo regista o menor score, com 54,7%, e dificuldades em perceber o impacto social, económico e ambiental das escolhas alimentares.
  • A divulgação ocorreu esta terça-feira; o estudo foi realizado entre 16 e 24 de outubro de 2025 com 1.000 residentes em Portugal continental e ilhas, com margem de erro de 3,2% e nível de confiança de 95,5%.
  • A APN defende simplificar a informação e criar mais ferramentas que ajudem as pessoas a adotarem comportamentos alimentares mais equilibrados e sustentáveis.

A literacia alimentar da população adulta residente em Portugal chega a 57,5% de forma global, segundo um estudo da Associação Portuguesa de Nutrição (APN). O relatório foi divulgado nesta terça-feira.

O estudo, realizado entre 16 e 24 de outubro de 2025, envolveu 1.000 adultos de Portugal continental e ilhas, com uma margem de erro de 3,2% e um nível de confiança de 95,5%. A pesquisa contou com apoio do Continente e foi executada pela Pitagórica.

A APN identifica desigualdades significativas: jovens com rendimentos estáveis registam melhor literacia que idosos, desempregados e agregados com rendimentos baixos. No total, a dimensão Consumo apresenta o menor desempenho, 54,7%.

Desigualdades na literacia

Os resultados mostram que idosos, famílias com menores rendimentos e pessoas com pior perceção de saúde têm níveis mais baixos de literacia alimentar. Em contrapartida, jovens adultos, pessoas empregadas e rendimentos mais elevados obtêm scores superiores.

Desafios na prática quotidiana

Apesar de os inquiridos reconhecerem facilidade na leitura de rótulos e informações de validade, a transposição para decisões diárias é limitada. Dificuldades destacadas existem na avaliação de selos nutricionais e na adecuação de receitas.

A APN sublinha que existe uma distância entre saber e saber fazer, um obstáculo-chave para hábitos alimentares mais saudáveis. A associação defende mais oportunidades e ferramentas para capacitar a população.

Perspetivas e próximos passos

A dimensão Consumo, que mede o impacto social, económico e ambiental, foi identificada como a que menos pontua. Houve também dificuldade em perceber efeitos na biodiversidade e no território local das escolhas alimentares.

A APN reforça a necessidade de traduzir informação complexa em decisões simples e de simplificar conceitos de sustentabilidade nutricional. O objetivo é facilitar mudanças de hábitos alimentares mais equilibrados.

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