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Deficiência de sono afeta mais da metade da população e é problema de saúde

Mais de metade dos portugueses dorme menos de sete horas, elevando o risco de diabetes e doenças cardíacas num contexto de hábitos e iluminação artificial

Défice de sono atinge mais de metade da população e é problema de saúde pública
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  • Mais de metade dos portugueses dorme menos de sete horas por dia, deficientes em sono segundo especialistas.
  • Para adultos entre dezoito e sessenta e cinco anos, a recomendação é de sete a nove horas de sono diárias.
  • o défice é visto como uma questão de natureza socioeconómica, com hábitos de levantar cedo para trabalhar e estudar, vs. atividades noturnas.
  • As crianças devem dormir entre nove e onze horas, mas levantam-se cedo para a escola, o que agrava a insuficiência de sono.
  • A iluminação com di‑cências LED e o uso de dispositivos eletrónicos prejudicam a melatonina; o tema é foco de campanha no Dia Mundial do Sono.

Mais de metade dos portugueses tem défice de sono, um problema de saúde pública. O alerta é do pneumologista Joaquim Moita, na véspera do Dia Mundial do Sono. A notícia foi adiantada à Lusa, numa perspetiva nacional.

Para adultos entre 18 e 65 anos, a duração recomendada é entre sete e nove horas por noite. Moita refere que menos de sete horas configura insuficiência de sono e aponta fatores socioeconómicos que dificultam uma rotina mais estável.

Temos uma imposição social de acordar cedo para trabalho e estudo, contrabalançada por hábitos noctívagos como televisão e atividades até tarde. O especialista aponta ainda para uma sociedade extremamente iluminada, com dispositivos eletrónicos.

Desafios e causas

A insuficiência de sono pode favorecer doenças metabólicas e cardiovasculares a longo prazo, como diabetes, obesidade, enfarte e arritmias. O pediatra alerta que crianças precisam de 9 a 11 horas, mas acordam cedo para a escola, correndo risco de sono insuficiente.

O diagnóstico e o acesso a cuidados também são desafios em Portugal. Moita sugere que a medicina básica possa desempenhar um papel mais ativo, com resolução de questões simples nos centros de saúde, complementando consultas especializadas.

A indústria de dispositivos de monitorização não substitui a avaliação médica. Relógios e anéis inteligentes ajudam, mas não substituem exames específicos de sono para diagnóstico e tratamento adequados.

Acesso a cuidados

Entre iniciativas, a APS associa-se à campanha World Sleep Society, com o slogan nacional Dormir bem para viver melhor. O objetivo é promover horários de sono estáveis e a recuperação física e cognitiva associada.

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