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Sindicato alerta para falta de médicos na ULS de Trás-os-Montes e Alto Douro

Sindicato alerta para a falta de médicos na Unidade Local de Saúde de Vila Real, com vagas de família por preencher e condições que afastam profissionais

Médicos
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  • O Sindicato dos Médicos do Norte alerta para a falta de médicos na Unidade Local de Saúde de Vila Real (ULS Trás-os-Montes e Alto Douro) e pede condições que incentivem a fixação de profissionais na região.
  • A reunião da Caravana FNAM 2026, realizada no hospital de Vila Real, reuniu cerca de cinquenta clínicos e destacou problemas de acesso a cuidados diferenciados.
  • O sindicato aponta que há médicos de medicina interna a fazer trabalho extraordinário sem pagamento, e que há falta de progressão na carreira, levando ao abandono do SNS ou à emigração.
  • No âmbito hospitalar, o SNS não estaria a permitir procedimentos como a intervenção percutânea em patologia cardíaca, que poderiam ocorrer no hospital de Vila Real se houvesse médicos para isso.
  • Em cuidados primários, em dois anos houve menos vagas abertas do que as propostas pela ULSTMAD: 2024, foi solicitada a abertura de 24 vagas e foram abertas 15; 2025, 28 propostas, apenas 10 lugares disponíveis, deixando cerca de 16 mil utentes sem médico de família numa área de aproximadamente 20 concelhos.

O Sindicato dos Médicos do Norte (SMN) alertou nesta segunda-feira para a falta de médicos na Unidade Local de Saúde Trás-os-Montes e Alto Douro (ULS TMAD), sediada em Vila Real. O alerta surgiu durante a ação Caravana FNAM 2026, que reuniu cerca de 50 clínicos no hospital de Vila Real.

A dirigente Joana Bordalo e Sá, presidente do SMN, indicou que o problema afeta tanto a medicina hospitalar como os médicos de família, e pediu condições para fixação de profissionais na região. Foi destacada a necessidade de equilíbrio entre remuneração, progressão na carreira e dignidade no trabalho.

Segundo o sindicato, os médicos de medicina interna realizam turnos adicionais sem pagamento correspondente, e há falta de avaliação de desempenho que impeça progressões, levando à saída do SNS ou à emigração. A ULS TMAD abrange ainda os hospitais de Chaves e Lamego.

O SMN aponta também constrangimentos no acesso a cuidados diferenciados para os pacientes. Exemplo citado envolve pacientes com patologia cardíaca, que acabam encaminhados para o litoral para procedimentos que hoje podem ser realizados por via percutânea, sem cirurgia aberta.

Dados de 2024 indicam que houve 24 vagas solicitadas para médicos de família, mas apenas 15 abertas. Em 2025, foram propostas 28 vagas, com apenas 10 disponibilizadas pela tutela, deixando cerca de 16 mil utentes sem médico de família numa área de 20 concelhos.

A dirigente sustenta que formar médicos na região não resolve o problema se não existirem vagas estáveis no SNS. Numa perspetiva mais ampla, aponta que a falta de condições de trabalho e de progressão desincentiva o recrutamento e a permanência no interior.

A responsável também questiona se o novo mestrado integrado em Medicina, a iniciar na UTAD, contribuirá para solucionar a carência de profissionais no interior, destacando a necessidade de condições comparáveis em todo o território.

Sobre o Governo e a gestão da ULSTMAD, o SMN afirma que as dificuldades persistem por decisões políticas e administrativas que não promovem o investimento adequado no SNS. A Lusa solicitou um comentário da ULS, que ainda não respondeu.

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