Em Alta futeboldesportoPortugalinternacionaispessoas

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Gestação de substituição: associação escreve a Seguro e lembra atraso do Governo

Associação pede ao Presidente Seguro prioridade à fertilidade, denunciando atraso governamental que gera insegurança jurídica e sofrimento para quem recorre a gestação de substituição

Associação diz estar disponível para “incentivar soluções concretas e contribuir para desbloquear processos legislativos e regulamentares que permanecem injustificadamente parados”
0:00
Carregando...
0:00
  • A Associação Portuguesa de Fertilidade pediu ao novo Presidente da República, António José Seguro, que faça da fertilidade uma prioridade nacional e que o direito à família não fique refém da inércia política.
  • A associação alerta que a gestação de substituição continua num vazio jurídico e que o prazo legal para a regulamentação foi ultrapas­sado há muito, gerando insegurança e sofrimento.
  • Refere ainda que o acesso a tratamentos de Procriação Medicamente Assistida depende da escassez de doações no Banco Público de Gâmetas e de longas listas de espera.
  • A presidente Cláudia Vieira afirma que estas falhas afetam milhares de pessoas e levam quem pode pagar a recorrer a soluções no estrangeiro.
  • A associação pretende pedir uma audiência com Seguro para debater políticas de fertilidade e comprometer-se a colaborar na construção de políticas públicas baseadas em evidência científica.

A Associação Portuguesa de Fertilidade pediu ao novo Presidente da República, António José Seguro, que faça da fertilidade uma prioridade nacional, destacando que o direito à família e à saúde reprodutiva não pode ficar acima da política. A entidade lembra também que a gestação de substituição permanece sem regulamentação, gerando um vazio jurídico.

No dia da tomada de posse de Seguro, a associação, que representa mais de 16.500 associados, pediu ao Chefe de Estado que defina como prioridade do seu mandato a defesa de direitos fundamentais, coesão social e dignidade humana no âmbito da fertilidade.

Contexto legal e económico

A instituição afirma que a gestão da fertilidade tem falhas estruturais em Portugal, afetando milhares de pessoas e famílias. A realidade no terreno é marcada por desigualdades e por travas de acesso a tratamentos de Procriação Medicamente Assistida (PMA) devido à escassez de doações no Banco Público de Gâmetas e a longas listas de espera.

Cláudia Vieira, presidente da associação, ressalta que a atual ausência de regulamentação reduz as hipóteses de sucesso dos tratamentos e empurra alguns pacientes para recorrer a opções no estrangeiro, com custos elevados.

Pedidos e perspetivas

A associação sublinha que a gestação de substituição só é aplicável em situações clínicas que impedem a gravidez natural, como ausência de útero ou lesão grave. Reitera a necessidade de uma intervenção firme do Presidente para desbloquear o processo legislativo e regulamentar este recurso.

A organização afirma estar disponível para colaborar com os órgãos de soberania na construção de políticas públicas fundamentadas na evidência científica, na ética e no respeito pela dignidade de todas as pessoas. A presidente adianta a intenção de solicitar audiência com o Presidente para debater políticas de fertilidade.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais