- A Câmara de Alenquer aprovou um voto de repúdio ao encerramento da urgência obstétrica do Hospital de Vila Franca de Xira, com pedido de reversão da decisão.
- O voto foi aprovado pelos membros do PS, Chega e movimento independente; os vereadores do PSD abstiveram-se.
- A área de influência do hospital abrange mais de 250.000 habitantes de Alenquer, Arruda dos Vinhos, Azambuja, Benavente e Vila Franca de Xira, que ficam sem um serviço próximo em situações materno-infantis urgentes.
- O voto ressalta condicionamentos de acessibilidade devido a tempestades e inexistência de transportes públicos diretos entre alguns concelhos afetados e o Hospital Beatriz Ângelo, aumentando o risco em situações críticas; algumas localidades ficam já a mais de 30 quilômetros do hospital, passando a mais de 50 quilômetros se transferirem para Loures.
- O município considera a medida um retrocesso no acesso a cuidados de saúde materna e infantil, deixando cinco concelhos desprotegidos, e aponta para desinvestimento no Hospital de Vila Franca de Xira; o voto será enviado ao primeiro-ministro, à ministra da Saúde e a entidades do SNS.
A Câmara Municipal de Alenquer aprovou, esta segunda-feira, um voto de repúdio contra o encerramento da urgência obstétrica do Hospital de Vila Franca de Xira, que passará a não estar disponível a partir da próxima segunda-feira. A decisão é pedida a ser revertida junto de autoridades nacionais e de saúde.
O voto, aprovado pelos vereadores do PS, Chega e movimento independente, afirma que a área de influência do hospital beneficia mais de 250 mil habitantes de cinco concelhos, que podem ficar sem um serviço de proximidade em situações materno-infantis urgentes. O documento alerta para condições de acessibilidade agravadas pela intempérie de fevereiro e pela falta de transportes diretos entre alguns municípios.
A Câmara de Alenquer sublinha que várias localidades distam já de Vila Franca de Xira mais de 30 quilómetros, e com a transferência para Loures a distância pode exceder 50 quilómetros e mais de uma hora de viagem, aumentando o risco em situações críticas. Também acusa falta de auscultação prévia dos municípios afetados.
Contexto regional
Os autarcas referem ainda que a medida poderá comprometer a segurança de grávidas e recém-nascidos e agravar desigualdades territoriais, ilustrando um suposto desinvestimento na infraestrutura de Vila Franca de Xira. O voto será enviado ao primeiro-ministro, à(ao) ministra(o) da Saúde, ao SNS e à ULS do Estuário do Tejo.
Foi também anunciado que, a 16 de março, as urgências de obstetrícia e ginecologia do hospital de Loures se irão concentrar para receber os casos urgentes do Hospital de Vila Franca de Xira. A intenção foi comunicada pelo diretor executivo do SNS.
No dia 24 de fevereiro, a ministra da Saúde afirmou a criação de uma urgência regional de obstetrícia e ginecologia que envolve o Hospital Beatriz Ângelo, em Loures/Odivelas, e o Hospital de Vila Franca de Xira, da ULS Estuário do Tejo, como medida intercalar.
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