- World Obesity Atlas 2024 revela que a obesidade afeta quase mil milhões de pessoas em todo o mundo e pode quase duplicar até 2035.
- Anualmente registam-se 1,6 milhões de mortes prematuras associadas a doenças não transmissíveis provocadas pelo excesso de peso e obesidade, número superior ao das mortes por acidentes rodoviários.
- Bruno Halpern, médico endocrinologista no Brasil, foi eleito presidente da Federação Mundial de Obesidade.
- O presidente eleito afirma que há muita política pública baseada em opiniões e não em dados e apela a ações que incluam prevenção e tratamento.
O World Obesity Atlas 2024, divulgado pela World Obesity Federation, aponta que a obesidade afeta quase 1 mil milhões de pessoas a nível global. A previsão é de que este número quase duplique até 2035, aumentando a pressão sobre sistemas de saúde.
Entre os dados apresentados, destaque para as mortes prematuras associadas a doenças não transmissíveis ligadas ao excesso de peso. Anualmente registam-se 1,6 milhões de óbitos, números que superam os registados por acidentes rodoviários.
Bruno Halpern, médico endocrinologista brasileiro, foi eleito presidente da World Obesity Federation. O relatório ressalta a importância de políticas públicas baseadas em dados para enfrentar a obesidade, em vez de depender de opiniões não fundamentadas.
Quem está envolvido
A Federação Mundial da Obesidade é a entidade responsável pela publicação do Atlas 2024. O documento analisa impactos da obesidade na saúde global e recomenda estratégias integradas.
Segundo o relatório, os governos precisam atuar tanto na prevenção como no tratamento da obesidade. A abordagem recomendada envolve monitorização de dados, educação nutricional e acesso a terapias eficazes.
O Atlas enfatiza ainda a necessidade de políticas públicas que apoiem estilos de vida saudáveis, com ênfase na alimentação, atividade física e condições socioeconómicas. A meta é reduzir o peso excessivo sem estigmatizar quem vive com obesidade.
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