- Grávida de 21 semanas ficou à porta da urgência de obstetrícia do hospital Amadora-Sintra sem referênciação prévia do SNS24.
- Outra utente, encaminhada pela linha SNS, também foi recusada porque a urgência não abriu por falta de médicos.
- O projeto Ligue Antes, Salve Vidas obriga à referenciação dos utentes antes de se dirigirem às urgências.
- A Entidade Reguladora da Saúde emitiu instruções à linha e aos hospitais para garantirem respostas eficazes aos utentes.
- Para quem já está à porta da urgência, deve ser privilegiada a proximidade.
Duas situações distintas, ligadas ao projeto Ligue Antes, Salve Vidas, evidenciam falhas no encaminhamento de utentes para as urgências. Uma grávida de 21 semanas ficou à porta da urgência de obstetrícia do hospital Amadora-Sintra, sem uma referência prévia do SNS24. Outra utente, encaminhada pela linha, também foi recusada porque a urgência não abriu devido à falta de médicos.
O caso ocorrido na urgência de obstetrícia do Amadora-Sintra coloca em foco a regra definida pelo projeto: a necessidade de referência antes do deslocamento para as urgências. Em ambos os episódios, a falta de encaminhamento adequado resultou na recusa de atendimento inicial, gerando reclamações.
O programa Ligue Antes, Salve Vidas já motivou mais de três centenas de reclamações junto das autoridades de saúde, segundo dados mencionados pelaEntidade Reguladora da Saúde (ERS). A ERS anunciou medidas para clarificar o funcionamento da linha SNS24 e das urgências hospitalares, a fim de evitar situações semelhantes.
Reguladora da Saúde emite instruções
A ERS informou orientações específicas para quem opera a linha SNS24 e para os hospitais, com o objetivo de assegurar respostas mais rápidas aos utentes. Entre as prioridades, está a garantia de que quem já se encontra à porta do hospital tenha prioridade de atendimento próximo.
Importa também reforçar que, quando o utente já está no hospital, deve priorizar-se a proximidade do serviço de urgência correspondente. As instruções visam evitar recusar atendimento sem fundamentação clínica e melhorar a coordenação entre a linha de orientação e as equipas hospitalares.
O episódio de Amadora-Sintra e o recuo de outra utente encaminhada pela linha evidenciam a necessidade de clarificar fluxos de encaminhamento. A ERS reforça que as decisões devem basear-se em critérios clínicos e na capacidade disponível, mantendo a neutralidade e o respeito pelos utentes.
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