- Marina Ortiz Caiuby, brasileira que vive em Lisboa, criou há cerca de seis meses a rede de apoio digital The Together Hub para cuidadores não profissionais.
- A plataforma oferece conteúdos informativos, espaço de interação entre cuidadores e, futuramente, grupos de apoio estruturados; o acesso aos textos é gratuito, enquanto o chat requer uma contribuição financeira.
- A iniciativa nasceu da sensação de invisibilidade vivida pelos cuidadores durante o tratamento do marido, que esteve internado por doença autoimune, em Lisboa.
- A autora pretende ainda envolver empresas e instituições de saúde para desenvolver programas de apoio a funcionários cuidadores e promover formação que melhore a gestão de situações clínicas complexas.
- O objetivo é expandir a comunidade, fortalecer a rede de apoio entre cuidadores e promover mudanças culturais na perceção social do papel destes profissionais, em resposta ao envelhecimento da população em Portugal.
Marina Ortiz Caiuby, de São Paulo para Lisboa, criou há cerca de seis meses uma rede de apoio dirigida a cuidadores de pessoas com problemas de saúde. O The Together Hub surge como plataforma digital para oferecer apoio emocional, conteúdos informativos e espaço de interação entre cuidadores não profissionais.
A ideia nasceu após várias mudanças na vida da empreendedora: MBA em Barcelona, passagem por Espanha, e uma mudança para Portugal há sete anos. A pandemia também influenciou o percurso, com ajuste de prioridades profissionais e pessoais.
O projeto não surgiu com modelo de negócios definido. Inicialmente, Marina escreveu textos sobre a experiência pessoal para organizar reflexões e ajudar quem vive situações semelhantes. Logo percebeu a ausência de espaços de partilha entre cuidadores.
O The Together Hub reúne conteúdos informativos e um chat de comunicação entre cuidadores, com acesso gratuito aos textos. A participação no chat ocorre mediante uma contribuição financeira. A plataforma prevê, a curto prazo, grupos de apoio online e encontros presenciais.
Além de apoiar cuidadores, o projeto pretende envolver empresas e instituições de saúde. O objetivo é criar programas estruturados de apoio a colaboradores que exercem estas funções, bem como oferecer formação para lidar com situações clínicas complexas.
Marina destaca que o cuidador não profissional é frequentemente invisível, apesar de fazer parte do “time de cuidados”. A perspetiva é reduzir emergências e antecipar complicações com formação adequada e rede de apoio.
A líder do projeto aponta para o envelhecimento acelerado da população em Portugal como contexto relevante. A experiência de cuidadores familiares em idade avançada é cada vez mais comum, o que impõe novos desafios aos sistemas de saúde e às famílias.
O próximo passo passa por ampliar a comunidade e intensificar a rede de apoio entre cuidadores. A iniciativa também visa promover mudanças culturais na perceção social do papel do cuidador.
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