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Investigadores recomendam reforçar o papel do farmacêutico

Estudo sugere reforçar o papel do farmacêutico e criar protocolos de apoio à automedicação, para evitar medicações inadequadas e melhorar a reconciliação terapêutica.

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Investigadores sugerem reforço do papel do farmacêutico
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  • Investigadores da NOVA SBE sugerem reforçar o papel do farmacêutico e a reconciliação terapêutica nas farmácias para melhorar a segurança da automedicação.
  • O estudo indica que mais de metade dos inquiridos recorre à automedicação, com risco de uso inadequado, sobretudo de antibióticos.
  • Identificam dois perfis de quem se automedica: idosos com doença crónica e menor escolaridade, e trabalhadores que o fazem por conveniência, defendendo estratégias distintas para cada um.
  • Propõem a criação de um Protocolo de Apoio à Automedicação com normas entre médicos e farmacêuticos e financiamento específico, com o SNS 24 a funcionar como porta de acesso.
  • Sugerem ampliar as horas de cuidados de saúde primários, recorrer à teleconsulta e potenciar recursos do SNS 24, incluindo ferramentas de triagem e descarte seguro de medicamentos.

Um estudo divulgado pela NOVA SBE analisa a automedicação entre a população e defende o reforço do papel do farmacêutico. A pesquisa, coordenada por Pedro Pita Barros e Carolina Santos, aponta riscos associados a medicamentos guardados em casa, especialmente antibióticos.

A investigação revela que mais de metade dos inquiridos já recorreu à automedicação em algum momento. Apesar da perceção de eficácia em muitos casos, os investigadores alertam para a possibilidade de escolhas inadequadas, quando se utilizam fármacos sem orientação.

A equipa propõe a disseminação das consultas de reconciliação terapêutica nas farmácias, sobretudo para doentes crónicos que tomam várias medicações. O objetivo é assegurar dosagens corretas e evitar interações.

Protocolo de Apoio à Automedicação

Os autores defendem a criação de um Protocolo de Apoio à Automedicação com normas definidas entre médicos e farmacêuticos. A ideia é tornar as farmácias pontos de referência e triagem, com financiamento específico para a atividade de referenciação.

Integração nos cuidados primários

O estudo identifica dois perfis: automedicação ocasional em idosos com doença crónica, e automedicação por conveniência entre trabalhadores ativos. Em ambos os casos, reforçar a ligação aos cuidados primários é essencial.

Os pesquisadores sugerem ampliar o acesso a cuidados de saúde primários, incluindo horários alargados e teleconsultas. Também propõem o uso ampliado do SNS24 para triagem de sintomas e informação educativa de automedicação segura.

Informação fiável e comunicação médico-paciente

A pesquisa destaca a necessidade de uma comunicação médico-paciente mais fluida e sem julgamentos. A falta de informação correta é apontada como limite à avaliação de riscos e à orientação apropriada.

É enfatizada a importância de tornar a informação acessível e fidedigna, com ferramentas digitais que apoiem a decisão sobre o uso de medicamentos sem receita médica. A melhoria da literacia em medicamentos é central para a segurança.

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