- O Serviço Nacional de Investigação Criminal desmantelou uma clínica clandestina no bairro Mariana, em Zambézia, Moçambique, apreendendo medicamentos e detendo um profissional de saúde reformado.
- A clínica, bem conhecida na zona, realizava trabalhos de saúde e internamentos.
- Grande parte dos fármacos apreendidos era desvia do Serviço Nacional de Saúde, causando um prejuízo superior a 25 mil meticais; outra parte foi retirada do setor privado, avaliada em cerca de 5 mil meticais.
- Os desvios ocorreram em locais impróprios, como feiras e residências, com cooperação entre as autoridades de saúde para a operação.
- Em outra ação, 5.100 doses de anti-palúdicos desviados, de um total de 844.860, foram recuperadas no armazém central da Machava; seis pessoas foram detidas, envolvendo a Autoridade Nacional Reguladora de Medicamentos, a Procuradoria-Geral da República e o Sernic, e o ministro da Saúde reiterou tolerância zero ao contrabando de fármacos.
O Serviço Nacional de Investigação Criminal (Sernic) desmantelou uma clínica clandestina na província da Zambézia, centro de Moçambique, apreendendo vários medicamentos e detendo um médico reformado. A operação foi anunciada hoje pelas autoridades.
A clínica, bem conhecida no bairro Mariana, realizava serviços de saúde e internamentos. A detenção ocorreu durante um trabalho coordenado com as autoridades de saúde locais e envolve um técnico de laboratório reformado com mais de 60 anos.
Foram apreendidos diversos fármacos, ainda sem especificação divulgada. O responsável do Sernic na Zambézia descreveu a operação como resultado de um trabalho apurado e da cooperação com as entidades sanitárias.
Desvios de medicamentos na região de Maputo
Isaías Marcos, médico-chefe provincial da Zambézia, indicou que grande parte dos medicamentos apreendidos foi desviada do Serviço Nacional de Saúde, gerando um prejuízo acima de 25 mil meticais. Parte dos fármacos vinha do setor privado, avaliando-se em cerca de 5 mil meticais.
O desvio de medicamentos é apontado como preocupação na província, com venda em locais impróprios como feiras e residências, citou o médico-chefe. Este caso relaciona-se com práticas de comércio irregular de fármacos.
Moçambique recuperou 5.100 doses de anti-palúdicos desviados, entre 844.860 tratamentos, no armazém central da Machava, na província de Maputo. A recuperação foi anunciada pelas autoridades na sexta-feira.
A ação conjunta envolveu a Autoridade Nacional Reguladora de Medicamentos (ANARME), a Procuradoria-Geral da República (PGR) e o Sernic. Noémia Escrivão, diretora-geral da Central de Medicamentos e Artigos Médicos, informou as detenções em Maputo, Matola e arredores.
No total, seis pessoas seguem detidas associadas ao crime, incluindo um trabalhador do armazém, dois seguranças e os restantes alegados compradores da mercadoria. As investigações continuam para identificar a cadeia de abastecimento.
O ministro da Saúde, Ussene Isse, reiterou a política de tolerância zero ao contrabando de fármacos, apelando a monitorização reforçada e ao cumprimento das normas sanitárias.
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