- O Ofício inicia 2026 com novo chef, Maurício Varela, à frente da cozinha e com remodelação estética no espaço, na Rua Azul, Chiado.
- A cozinha passa a ficar mais próxima da sala, com dois cozinheiros na barra, e a decoração é mais suave e neutra para valorizar os pratos.
- O objetivo é aliar criatividade e técnica a um conforto aumentado, fortalecendo a aposta em pratos de conforto e numa experiência mais hospitaleira para o público local.
- A carta foi totalmente renovada, com novidades como ostras, tártaro de atum, milho frito com estufado de nabo e Queijo S. Jorge 24 meses, entre outros pratos sazonais.
- O chefe pretende um restaurante progressivo, com novas propostas para a primavera, mantendo um preço médio em torno de 35 euros.
O Ofício, restaurante do Chiado que abriu há nove anos e renasceu na Rua Azul há cinco, inicia 2026 com mudanças estruturais e gastronómicas sob nova liderança. A cozinha aproxima-se da sala, com dois cozinheiros a operar na barra para apresentar as propostas cruas da carta. O espaço aposta num ambiente mais suave e neutro, com predominância de branco e madeira.
No plano gastronómico, as mudanças vão para além das doses, agora mais generosas, e de uma aposta evidente nos pratos de conforto. A gestão pretende recuperar o espírito de construção simples e hospitaleira que marcou o início do restaurante, associando técnica e criatividade a uma proposta mais acessível.
Maurício Varela assume a cozinha. O chef Aveirense pretende criar uma casa com intenção, sem ser pretensiosa, inspirado no Planque de Londres, onde trabalhou recentemente. O objetivo é combinar hospitalidade com uma cozinha de conforto, sofisticada e bem curada, com ingredientes nacionais e sazonais.
A carta está totalmente renovada e inclui opções como ostras do Sado ou algarvias, servidas simples ou com ponzu e pera. Mantém frescor com tártaro de atum em folha de shiso e tosta de gamba, balchão e funcho, além de novidades como batata-doce de Aljezur em escabeche de laranja e milho frito com nabo e Queijo S. Jorge 24 meses.
Entre os pratos, constam ainda raia fumada com manteiga de lavagante e ragu de aipo-rábano, arroz malandrinho de línguas de bacalhau, meio franguinho de churrasco com molho piripiri, cozido de grão com presa de porco alentejano, e vazia de vaca maturada em molho de tutano fumado e Vinho Madeira. Os remates incluem sobremesas como pera bêbeda com espumante, tarte de chocolate com caramelo salgado e pudim de pão com calda de laranja.
O primeiro menu deverá evoluir ao longo da primavera, com pratos que explorem favas, espargos e ervilhas, mantendo a filosofia de progressividade do espaço. O restaurante mantém o horário das 17h à 00h, todos os dias, na Rua Nova da Trindade, 11, em Lisboa. Diogo Figueiredo, CEO do grupo Plateform, enfatiza que a mudança visa um retorno de público português à zona.
Ofício | Rua Nova da Trindade, 11, Lisboa | Tel.: 910456440 | Das 17h às 00h, todos os dias | Preço médio: 35 euros
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