- A Iberdrola iniciou a energização do Parque Eólico do Tâmega Norte, o maior de Portugal, que funciona em ligação com o sistema hidroelétrico das barragens do Tâmega (SET).
- O projeto combina energia eólica e hidroelétrica, com os parques Norte e Sul a ligarem-se às centrais hidroelétricas de Daivões, Gouvães e Alto Tâmega, em Vila Real.
- O Tâmega Norte tem 195 MW de potência distribuídos por 27 aerogeradores da Vestas; o Tâmega Sul está em construção, com produção prevista de 185 GWh/ano.
- O investimento total é de 346 milhões de euros (237 milhões Norte, 109 milhões Sul); o projeto inicial reduziu o nº de aerogeradores para 38 no total.
- A execução enfrentou constrangimentos ambientais e meteorológicos, mantendo o objetivo de armazenar energia via combinação das duas tecnologias e melhorar a estabilidade da rede.
O Parque Eólico do Tâmega Norte já iniciou a energização, numa parceria com as barragens do Sistema Eletroprodutor do Tâmega (SET). A Iberdrola anunciou o arranque, descrevendo o projeto como pioneiro em Portugal, pela ligação entre energia eólica e hídrica.
O complexo fica entre Salto (Montalegre) e Cabeceiras de Basto, e liga-se ao Parque Eólico Tâmega Sul, em instalação entre Ribeira de Pena e Vila Pouca de Aguiar. A energização é gradual, com alguns aerogeradores já a produzir, e outros a entrar em funcionamento nas próximas semanas.
Parques e integração
Os parques Norte e Sul vão ligar-se ao SET, que integra as centrais hidroelétricas e as barragens de Daivões, Gouvães e Alto Tâmega, no distrito de Vila Real, com armazenamento por bombagem. A ideia é que as duas tecnologias se completem, partilhando infraestruturas.
A Iberdrola afirmou que o projeto é o primeiro empreendimento híbrido ligado à rede em Portugal e na Península Ibérica. A hibridização pretende melhorar a estabilidade do sistema e acelerar a eletrificação.
A produção anual estimada é de cerca de 414 GWh para Tâmega Norte e 185 GWh para Tâmega Sul, que está em construção. A ligação à Rede Elétrica Nacional (REN) ocorre a partir de Ribeira de Pena, com Daivões e Gouvães como pontos de ligação.
Investimento e condições ambientais
O investimento total ascende a 346 milhões de euros, distribuído entre 237 milhões no Norte e 109 milhões no Sul. No projeto original, a Iberdrola previa 73 aerogeradores, tendo reduzido para 60 unidades.
Em 2023, a Agência Portuguesa do Ambiente autorizou o complexo com condicionantes ambientais e reduziu o número para 38 aerogeradores. O Tâmega Norte tem 195 MW distribuídos por 27 aerogeradores de 7,2 MW cada.
A empresa indicou que o calendário de obras foi fortemente influenciado por condicionantes de reprodução de espécies. Isso exigiu trabalhos em meses de primavera e verão, incluindo tempestades nos meses de inverno.
Durante o pico de construção, entre 450 e 500 trabalhadores estiveram envolvidos em projetos de engenharia civil, subestações e montagem pela Vestas, responsável pelos aerogeradores.
O transporte das pás de 85 metros utilizou um blade lifter para contornar curvas e inclinações, facilitando a logística de instalação.
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