- Portugal está relativamente protegido de uma crise de abastecimento energético, graças a mais de 80% de energia eléctrica proveniente de renováveis e à diversificação de fornecedores.
- O gás tem um papel menos determinante no preço da eletricidade, ao contrário do que ocorreu na crise de 2022.
- O fornecimento de gás natural e petróleo está menos exposto ao risco geopolítico, com fornecedores principalmente no Atlântico (Estados Unidos, Brasil, Nigéria) e sem envolvimento direto da Argélia em zonas de conflito.
- A existência de reservas e uma refinaria interna conferem maior confiança no abastecimento, complementadas por uma infraestrutura ibérica de importação de gás com vários portos.
- Mesmo assim, Portugal permanece exposto aos preços globais de energia, e não se antecipa uma crise energética nos termos da União Europeia, dependendo de potenciais acordos geopolíticos nos próximos dias.
Portugal está relativamente protegido de uma crise de abastecimento energético, segundo a ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho. A garantia foi feita aos jornalistas durante o lançamento do Sistema de Depósito e Reembolso.
A ministra destacou que mais de 80% da eletricidade é proveniente de renováveis, o que aumenta a resiliência do sistema. O peso das renováveis reduz o impacto do gás nos preços da eletricidade.
O gasóleo de origem gas no fornecimento tem hoje papel mais limitado. A gestão da crise energéticas não depende tanto do gás como no passado, afirmou a governante.
Diversificação de fornecedores
Portugal apresenta uma rede de fornecedores diversificada, com ligações ao Atlântico e menos exposição geopolítica. Entre os parceiros estão os Estados Unidos, Brasil e Nigéria; a Argélia encontra-se fora de zonas de conflito.
A existência de reservas e uma refinaria em funcionamento também contribuem para a segurança energética interna, reforçou a ministra.
Além disso, a infraestrutura ibérica de importação de gás aumenta a margem de resposta em caso de disrupções, com vários pontos de entrada e portos entre Portugal e Espanha.
No plano económico, Carvalho reconheceu que o país continua exposto ao preço global da energia, mesmo com o reforço da oferta. Não há, contudo, previsão de uma crise energética nos termos da UE, partindo a premissa de entendimento geopolítico nos próximos dias.
Entre na conversa da comunidade