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Barragem do Alto Rabagão testa o futuro da energia solar

Barragem do Alto Rabagão transforma-se em laboratório de energia solar flutuante, testando tecnologias em condições extremas para acelerar o desenvolvimento

Pedro Oliveira, na albufeira da Barragem do Alto Rabagão, com a instalação de painéis solares flutuante atrás
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  • A barragem do Alto Rabagão, em Trás-os-Montes, serve de laboratório ao ar livre para ensaios de tecnologias de energia solar flutuante.
  • Estão instalados cerca de 2.600 metros quadrados de painéis solares flutuantes na albufeira, que está próxima da cota máxima.
  • O projeto piloto começou em 2016 para testar a hibridização de hidro com solar; em Alto Rabagão produz 220 kW, enquanto em Alqueva chegam a 5 MW.
  • O objetivo do Floating PV Lab é acelerar o desenvolvimento de soluções flutuantes, permitindo que empresas demonstrem in situ novas tecnologias.
  • Duas empresas já testam no local, incluindo a norueguesa Fred. Olsen 1848, que avalia bóias de tensão automática em condições reais de vento, água e frio extremo.

Na Barragem do Alto Rabagão, em Montalegre, Trás-os-Montes, a EDP transforma a albufeira num laboratório ao ar livre para testar tecnologias de produção fotovoltaica flutuante. O objetivo é avaliar desempenho em condições extremas de vento, temperatura e variação de água.

A visita de campo, a bordo de barco, revelou 2600 m2 de painéis flutuantes instalados na barragem. Os dias escolhidos privilegiaram sol e vento moderado, num cenário que pode mostrar falhas ou ajustes em operações futuras.

Os primeiros painéis flutuantes foram instalados em 2016 para testar a hibridização entre hídrica e solar, antecipando o potencial de integração de fontes renováveis num único ponto de conexão.

Contexto e evolução

Em 2022, a EDP expandiu a solução para a Barragem de Alqueva, com uma área de 40 mil m2, gerando 5 MW, face aos 220 kW no Alto Rabagão. O laboratório flutuante visa acelerar o desenvolvimento de soluções solares flutuantes para múltiplos mercados.

O Floating PV Lab nasceu para acelerar inovações e oferecer espaço para empresas demonstrarem tecnologias em ambiente real. O objetivo é reduzir custos e aumentar o peso destas soluções no portfólio da EDP.

Duas empresas já testam no Alto Rabagão. A norueguesa Fred. Olsen 1848 avalia um sistema de bóias de tensão automática, adaptado a variações de nível de água e condições climáticas adversas. O vento e a ondulação representam um desafio técnico significativo.

A localização é descrita como uma das mais exigentes pela EDP, com amplitude térmica extrema e ventos que provocam ondas. O objetivo é validar durabilidade e desempenho de componentes, desde flutuadores até ligações mecânicas.

Futuro e impacto

Para a EDP, o principal ganho é acelerar o desenvolvimento da tecnologia solar flutuante e manter-se na vanguarda internacional, onde o setor tem potencial de expansão. O acesso a novidades permite testar inovações antes de serem amplamente adotadas.

O historial atual mostra três projetos-piloto em funcionamento, dois em Portugal e um em Singapura, com uma potência total de cerca de 10 MW. A produção total da empresa envolve dezenas de gigawatts, refletindo o peso ainda reduzido das soluções flutuantes no mix energético.

O custo das estruturas de amarração e flutuadores representa cerca de dois thirds do investimento. A Otimização de engenharia, como correntes com pesos, pode reduzir custos e tornar o projeto mais competitivo a médio prazo.

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