- Reunião no Trump National Doral Miami, com cerca de 15 líderes latino-americanos conservadores, para lançar a aliança militar anticartel “Escudo das Américas”.
- Presentes incluiúram Javier Milei, Nayib Bukele e José Antonio Kast; Claudia Sheinbaum não foi convidada.
- A aliança promete combater cartéis e redes terroristas, com adesão formal de dezassete nações.
- Trump anunciou negociações com Cuba, reconheceu formalmente o governo venezuelano de Delcy Rodríguez e mencionou um acordo sobre o ouro venezuelano; reiterou que o Canal do Panamá continua sob influência dos EUA.
- Fora da região, referiu-se à Operação Fúria Épica no Irão, alegando destruição de 42 navios militares iranianos em três dias.
O presidente dos EUA reuniu-se no sábado no Trump National Doral, em Miami, com cerca de 15 líderes latino-americanos conservadores para lançar a aliança militar anticartel denominada Escudo das Américas. O encontro ocorreu na sequência de negociações com Cuba e do reconhecimento formal do governo venezuelano liderado por Delcy Rodríguez.
A iniciativa visa consolidar um acordo entre 17 nações para enfrentar cartéis e redes terroristas. Trump afirmou que a essência do acordo é o uso de força militar para neutralizar atividades ligadas ao crime organizado. O resort acolherá, mais tarde, a cimeira do G20.
Participantes e mudanças no mapa regional
Entre os presentes estavam Javier Milei, Nayib Bukele e José Antonio Kast, além de líderes do Equador, do Paraguai, de Honduras e da República Dominicana. Claudia Shreinbaum, presidente mexicana, não foi convidada, com Trump justificando a decisão pela posição sobre a cooperação com cartéis.
Cuba, Venezuela e o Canal do Panamá
Trump dedicou parte do discurso a Cuba, dizendo que a ilha está nos seus últimos momentos e que negocia diretamente com Havana via o secretário de Estado Marco Rubio. Não excluiu uma eventual tomada de controlo amigável, caso haja acordo.
O presidente venezuelano Delcy Rodríguez teve o reconhecimento formal do governo, num contexto de transição sob tutela norte-americana. Trump também mencionou acordo sobre o ouro venezuelano, sem detalhar os termos. No Panamá, reiterou a defesa de manter o Canal sob influência nacional, citando como prioridade o canal.
Outras referências internacionais
À margem dos temas regionais, Trump mencionou a continuidade da ofensiva militar dos EUA contra o Irão, descrevendo ações da chamada Operação Fúria Épica. O comunicado anterior sugeriu avanços em sanções e ações militares na região.
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