- O presidente dos EUA, Donald Trump, voltou a criticar Espanha, dizendo que está a comportar-se muito mal, sem detalhar medidas concretas.
- Questionado pelo jornalista espanhol David Alandete, Trump respondeu evasivamente à hipótese de cortarem o comércio com Espanha.
- A Casa Branca tinha reduzido, a 4 de março, as ameaças comerciais contra Espanha; o governo espanhol tinha criticado o bombardeamento do Irão em cooperação com Israel, o que foi visto como violação do direito internacional.
- O ministro dos Negócios Estrangeiros desmentiu a cooperação militar, enquanto o Ministério da Defesa anunciou que a fragata Cristóbal Colón foi enviada para perto de Chipre, sem usar bases espanholas para ataques ao Irão.
- O episódio ocorre num contexto de dificuldades de Trump com tarifas de 2025 consideradas ilegais pelo Supremo Tribunal; a política comercial da União Europeia pode ainda sofrer impactos indiretos.
Trump voltou a criticar a Espanha, sem apresentar medidas concretas, após ser questionado por um jornalista espanhol sobre cooperação entre Washington e Madrid. A resposta ocorreu numa aparição na Casa Branca, com a secretária de imprensa ao lado.
O jornalista David Alandete questionou se a Espanha cooperava com os EUA e se haveria cortes no comércio. Trump reagiu dizendo que a Espanha tem sido pouco cooperante, apontando questões ligadas à NATO e às quotas financeiras, sem confirmar ações.
Leavitt acalmou leitores ao dizer que a Espanha aceitou cooperação militar após pressão dos EUA, mas o ministro espanhol dos Negócios Estrangeiros desmentiu essa versão, mantendo o contacto diplomático ativo com a Defesa e outras frentes.
Contexto diplomático
Entretanto, a Casa Branca já tinha reduzido, a 4 de março, as ameaças de sanções comerciais contra a Espanha, num contexto de críticas espanholas ao bombardeamento do Irão com apoio de Israel.
O envolvimento espanhol inclui a disponibilização de uma fragata para reforçar operações na região do Chipre, em coordenação com a UE, sem uso de bases andaluzas para ataques.
Trump enfrenta dificuldades para aplicar a sua linha tarifária de 2025, após decisões judiciais que a consideram ilegal quando usadas fora de emergências nacionais, afetando o uso de tarifas.
Perspetivas e cenários
Especialistas destacam que a política comercial da UE é uma competência comunitária, o que limita ações diretas dos Estados Unidos. Medidas indiretas, como controlos fronteiriços ou barreiras regulatórias, podem afetar empresas.
Analistas apontam ainda que o clima político pode influenciar decisões empresariais, mesmo sem medidas oficiais, mantendo o tema sensível entre Washington e Madrid.
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