- Meloni afirmou ao Senado que o ataque dos EUA e de Israel contra o regime iraniano está fora do direito internacional e que a Itália não participa nem tenciona participar.
- O Governo mantém o uso de bases militares apenas conforme acordos existentes e está a coordenar com Alemanha, França e Reino Unido sobre o Estreito de Ormuz e o impacto no comércio e na energia.
- A primeira-ministra sublinhou que se pretende evitar intervenções unilaterais e que qualquer pedido deverá ser avaliado pelo Parlamento, se necessário, seguindo procedimentos institucionais.
- A condenação do ataque a uma escola feminina em Minab, no Irão, foi reiterada, com pedido de esclarecimentos e de proteção de civis.
- Sobre Ormuz, a diplomacia europeia continua ativa; Roma aponta para soluções multilateralistas e cooperação com parceiros para garantir a segurança e a liberdade de navegação.
Meloni afirmou no Senado que a ação militar dos EUA e de Israel contra o regime iraniano não se enquadra no direito internacional. A líder destacou que Itália não participará e mantém contactos com governos do Golfo para contribuir para a desanuviação da região. A posição foi apresentada antes do Conselho da UE.
A primeira-ministra explicou que existem consultas com parceiros europeus sobre o Estreito de Ormuz e os impactos no comércio e na energia. Em particular, indicou que a cooperação com Alemanha, França e Reino Unido permanece ativa para acompanhar a evolução da crise.
No hemiciclo, Meloni defendeu que a utilização de bases militares deve obedecer a acordos internacionais. Reforçou que não houve pedido italiano para atuar e que qualquer demanda futura passará pelo Parlamento, conforme procedimentos institucionais.
Condenação do ataque à escola em Minab
Meloni condenou veementemente o massacre numa escola feminina em Minab, no sul do Irão, que provocou a morte de várias alunas. Expressou solidariedade às famílias afetadas e pediu esclarecimentos rápidos sobre o sucedido.
Resumo da posição italiana sobre Ormuz
A chefe do Governo reiterou que a Itália não procura envolvimento direto na crise no Médio Oriente. O governo mantém a vigilância sobre a situação e trabalha para preservar a segurança civil e o bem-estar energético, em alinhamento com parceiros europeus.
Diplomacia europeia e mecanismos multilaterais
O ministro da Defesa destacou que a crise no Estreito de Ormuz ultrapassa fronteiras nacionais e exige uma resposta multilateral. A Itália pretende envolver organismos internacionais para assegurar a livre navegação e prevenir interrupções no abastecimento global.
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