- Dois voos fretados pela Comissão Europeia aterraram na Roménia, repatriando 356 cidadãos europeus que estavam no Médio Oriente, provenientes de Omã.
- No total, a UE apoiou a organização de quarenta e dois voos de repatriamento que recolheram mais de 4.100 europeus.
- 23 Estados-membros, incluindo Portugal, solicitaram assistência para repatriar cidadãos no Médio Oriente, com mais voos planeados nos próximos dias.
- A UE pode fretar aviões ao abrigo do mecanismo rescEU quando um estado-membro não consegue mobilizar transportes, cobrindo até 75 por cento das despesas elegíveis (ou 100 por cento se nenhum país puder ajudar).
- O contexto envolve ataques entre os EUA e Israel contra o Irão, com retaliações iranianas a alvos na região e incidentes registados noutras zonas, como Chipre, Azerbaijão e Turquia.
A União Europeia fretou dois aviões para repatriar cidadãos europeus, aterrando na Roménia após a trajetória Omã–Roménia. Ao todo, 356 europeus foram trazidos de volta, num movimento considerado histórico pela Comissão Europeia.
A UE também apoiou Estados-membros na organização de 42 voos adicionais de repatriamento, que permitiram o regresso de mais de 4 100 europeus. As autoridades indicam que os cidadãos regressaram a vários países do bloco.
A Comissão explica que a operação aproveita o Mecanismo Europeu de Proteção Civil e o mecanismo rescEU para cobrir lacunas logísticas. Quando necessário, os voos são fretados pela UE para dar resposta rápida.
Portugal ativou, na quinta-feira, o Mecanismo Europeu de Proteção Civil, para organizar o repatriamento de cidadãos no Médio Oriente. O país oferece lugares a outros Estados-membros que precisem de assistência.
A União informa que 23 Estados-membros, incluindo Portugal, solicitaram ajuda à UE para repatriar cidadãos na região. Quando não há capacidade nacional, a UE pode fretar voos e custear até 100% das despesas.
Contexto geopolítico
Entre 28 de fevereiro e iniciada a ofensiva, os EUA e Israel lançaram ataques contra o Irão. O Irão respondeu com ataques de retaliação contra alvos na região, incluindo bases norte-americanas e infraestruturas em países vizinhos.
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