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China pede fim aos ataques ao Irão e que a guerra não deveria ter existido

China pede cessar-fogo no Irão, alerta que a força agrava crises e defende soberania; insiste no diálogo e na resolução pacífica, evoca reunificação com Taiwan

Wang Yi, ministro dos Negócios Estrangeiros, durante o seu discurso anual no Congresso Nacional do Povo da China
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  • O ministro dos Negócios Estrangeiros da China, Wang Yi, pediu um cessar-fogo no Irão e a cessação imediata dos ataques, dizendo que a guerra não deveria ter acontecido e não beneficia ninguém.
  • Frisou que a história do Médio Oriente mostra repetidamente que a força não resolve conflitos e que os confrontos apenas aumentam o ódio e geram novas crises, pedindo evitar escalada.
  • Defendeu o respeito pela soberania nacional como base da ordem internacional e criticou violações à soberania, segurança e integridade territorial do Irão.
  • Afirmou que planos de mudança de regime, promovidos por Estados Unidos e Israel, não terão apoio popular e que o povo do Médio Oriente deve resolver os assuntos de forma independente, através do diálogo.
  • Sobre Taiwan, manteve a posição de que a China é a única autoridade legítima sobre o território, defendendo a reunificação completa e alegando que a maioria da comunidade internacional apoia a ideia de uma só China, com firmeza contra a independência de Taiwan.

O chefe da diplomacia chinesa pediu este domingo o fim dos ataques ao Irão, defendendo um cessar-fogo imediato numa guerra que não deveria ter acontecido. Wang Yi afirmou que a força não resolve conflitos e que os ataques só criam mais hostilidade.

Durante a quarta sessão do Congresso Nacional do Povo, o ministro apelou a que se evite a escalada no Médio Oriente e se proteja a soberania nacional como base da ordem internacional. Criticou a violação da soberania e de integridade territorial do Irão, sublinhando que a lei não deve ceder ao uso da força.

Wang Yi afirmou que a intervenção de Estados Unidos e Israel para alterar regimes não terá apoio popular. Defendeu que o povo do Médio Oriente deve resolver os seus assuntos de forma independente, com o diálogo a regressar à negociação.

O ministro enfatizou o papel dos países importantes na facilitação de uma solução construtiva, apelando a boa-fé para reduzir tensões e restabelecer a paz regional. A China disse estar disposta a apoiar a Iniciativa de Segurança Global para devolver a tranquilidade à região.

No mesmo discurso, Wang Yi reiterou objeção à ideia de uma “revolução colorida” no Irão e destacou que a população iraniana deve ser a protagonista de qualquer mudança, mantendo o respeito pela soberania do país.

Taiwan

Em paralelo, Wang Yi abordou Taiwan, afirmando que a reunificação completa é a única forma de assegurar a paz na região. Reiterou que Taiwan faz parte da China e acusou o governo liderado pelo Partido Progressista Democrático de manter uma agenda separatista.

O ministro disse que a maioria da comunidade internacional apoia o princípio de uma só China, mas pediu maior firmeza de outros países contra a independência de Taiwan para ampliar a estabilidade regional.

A defesa da soberania taiwanesa foi apresentada como parte do repertório de política externa da China, com foco na unidade nacional e na preservação dos interesses chineses. As relações entre a China e Taiwan permanecem tensas desde 1949, quando o Kuomintang refugiou-se na ilha.

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