- O Governo colombiano vai aguardar que os venezuelanos decidam o futuro político do país antes de reconhecer Delcy Rodríguez como Presidente interina, após a captura de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos.
- A ministra dos Negócios Estrangeiros, Rosa Villavicencio, afirmou que apenas os venezuelanos, exercendo soberania, podem decidir o destino do país; a nomeação da vice-presidente para chefe de Estado obedece à ordem interna.
- Delcy Rodríguez, antiga vice-presidente executiva, tomou posse como Presidente interina dois dias depois da operação que prendeu Maduro e a deputada Cilia Flores, realizada pelas forças norte‑americanas.
- Bogotá não reconheceu Maduro e diz que Rodríguez pode dialogar com as diferentes forças políticas, mantendo um compasso de espera e o papel de mediador para a crise venezuelana.
- Sobre a fronteira entre Colômbia e Venezuela, há normalidade e a imigração mantém fluxo constante; estima-se que sessenta mil pessoas atravessem diariamente a fronteira em Cúcuta, sem alterações após os acontecimentos.
O Governo colombiano afirmou hoje que aguardará a decisão soberana dos venezuelanos sobre o futuro político do país antes de reconhecer Delcy Rodríguez como Presidente interina, na sequência da captura de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos. A posição foi comunicada em Bogotá.
A ministra dos Negócios Estrangeiros, Rosa Villavicencio, explicou que apenas os venezuelanos podem decidir o destino do seu governo, e que a vice-presidente assumiu o cargo de chefe de Estado devido à ausência de Maduro. A chanceler reforçou o respeito pela ordem jurídica interna.
Delcy Rodríguez, que até segunda-feira era vice-presidente executiva, foi investida em Caracas dois dias após a ofensiva norte-americana que resultou na detenção de Maduro e da deputada Cilia Flores. O governo colombiano não reconhece Maduro desde as eleições de julho de 2024.
Contexto político e mediação
A Embaixada de Bogotá indica que Bogotá não reconhece Maduro e espera que Rodríguez dialoge com as forças políticas venezuelanas, mantendo a posição de mediadora para facilitar uma saída pacífica à crise. A Colômbia afirma manter abertura a canais diplomáticos.
Na fronteira, a ministra informou que a situação permanece estável e que não há alterações significativas no controle de fronteira. A diretora da Imigração, Gloria Arriero, indicou que o fluxo de pessoas continua constante em cerca de 60 mil diários em Cúcuta, na fronteira com Táchira.
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