- O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, informou ter falado com Delcy Rodríguez e com Edmundo González, numa troca de chamadas telefónicas.
- Sánchez reiterou a disponibilidade de Espanha para mediar um diálogo entre o governo venezuelano e a oposição, visando uma transição pacífica e democrática.
- O líder espanhol afirmou que a América Latina sabe que pode contar com o apoio de Espanha, referindo-se a conversas com outros chefes de Estado.
- Este foi o primeiro contacto conhecido de Sánchez com Delcy Rodríguez e com Edmundo González desde a captura de Nicolás Maduro e de Cília Flores pelos EUA no fim de semana.
- O governo espanhol já se tinha colocado como mediador para uma solução pacífica da crise venezuelana, apelando à desescalada e ao respeito pelo direito internacional.
Pedro Sánchez confirmou que manteve contactos com Delcy Rodríguez, presidente interina da Venezuela, e com Edmundo González, líder da oposição, para explorar um diálogo entre as partes. O premiê espanhol indicou disponibilidade para mediar uma solução pacífica.
As conversas, por telefone, ocorreram hoje e visaram facilitar uma passagem tranquila para uma solução democrática na Venezuela. Sánchez destacou o papel da Espanha como mediador, acompanhar o país e contribuir para aproximar posições.
A comunicação ocorre após a captura de Nicolás Maduro e de Cília Flores, realizada pelos EUA, no fim de semana, que levou Delcy Rodríguez a assumir a presidência interina. Edmundo González, exilado em Espanha, disputa as eleições venezuelanas de julho de 2024.
Esforços de mediação e posição da Espanha
O Governo espanhol informou ter oferecido mediatura desde o dia da captura, buscando uma solução negociada para a crise. O MNE sublinhou a desescalada, a moderação e o respeito pelo Direito Internacional como fundamentos da abordagem.
Sánchez reiterou, numa publicação, que a América Latina conta com o apoio de Espanha, citando contactos com líderes de outros países da região, como Brasil, Chile, Colômbia, México e Uruguai. A declaração reforça a preferência por vias diplomáticas.
Reação regional e contexto internacional
A Espanha participa de uma reação regional, com um comunicado conjunto de varias figuras da região a rejeitar qualquer tentativa de controlo externo sobre a Venezuela. A posição reforça a atuação multilateral e a cooperação com organizações internacionais.
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