- Teresa Almeida foi reeleita presidente da CCDR da região de Lisboa e Vale do Tejo, num processo com base num acordo entre o PS e o PSD.
- Garantiu que subiu 10% o número de votantes face a há cinco anos, apontando reforço de confiança no trabalho desenvolvido.
- A eleição indireta contou com validação de 70% dos autarcas da região, segundo dados provisórios da Direção-Geral da Administração Local.
- Entre os desafios, destaca-se a integração de novas competências nas CCDR e a revisão do Programa Regional de Ordenamento do Território (PROT) para todos os 52 municípios da região.
- O ritmo do próximo quadro comunitário, a partir de 2028, também é central, com preparação envolvendo cidades, CIM, universidades, empresas e associações, e a equipa dirigente já com novos vice-presidentes.
A Teresa Almeida foi reeleita presidente da CCDR da região de Lisboa e Vale do Tejo (CCDR-LVT), numa eleição indireta realizada na segunda-feira. O acordo entre o PS e o PSD garantiu a continuidade da liderança, com Teresa Almeida a destacar a confiança recebida pelos dois grandes partidos autárquicos. O ato acontece numa altura de adaptação a novas competências e de preparação do próximo quadro comunitário.
Em declarações à Lusa, a presidente afirmou ter aumentado em 10% o número de votantes desde o anterior processo, o que representa um reforço de confiança no trabalho desenvolvido. O escrutínio contou com a validação de 70% dos autarcas da região, segundo dados provisórios da DGAL. Almeida já liderava a CCDR-LVT desde antes das eleições indiretas de 2020.
A CCDR-LVT prepara-se para integrar novas competências e enfrentar o desafio de um PROT que una 52 câmaras, AML, Oeste e Lezíria, numa estratégia territorial única. A líder sublinhou a necessidade de ações concretas no início de fevereiro e destacou a importância de envolver municípios e CIM na nova visão.
Estrutura de liderança e equipa
A direção deverá incluir um vice-presidente já eleito e mais cinco vices, nomeados pelo Governo, para áreas de educação, saúde, cultura, ambiente e agricultura. Os vices reportar-se-ão diretamente ao Executivo. José Alho foi eleito vice-presidente da CCDR-LVT pelos autarcas da região.
Desafios para o novo ciclo
Para 2026, a CCDR-LVT prevê acrescentar áreas de grande peso, como educação e saúde, mantendo o foco na gestão de um instituto com novos interlocutores. A preparação do próximo quadro comunitário, com horizonte a partir de 2028, envolve recomendações europeias e a integração de municípios do Oeste, Médio Tejo e Lezíria do Tejo na estratégia comum.
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