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CCDR vão a votos: como funcionam as eleições indiretas e quem se candidata

Segundas eleições indirectas definem, hoje, presidentes das cinco CCDR com voto de dez mil setecentos autarcas; na CCDR-Norte há dois candidatos

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Serão quase 11 mil autarcas eleitos nas eleições locais de Outubro do ano passado a eleger os próximos presidentes das CCDR
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  • Nesta segunda-feira decorrem as segundas eleições diretas para os presidentes das CCDR, com mais de 11 mil autarcas a votar.
  • Cinco CCDR vão a votos, correspondendo a um mandato de quatro anos, em colégios eleitorais compostos por executivos municipais e deputados das assembleias municipais.
  • A CCDR-Norte é a única com dois candidatos à presidência; em caso de empate há um novo acto eleitoral no dia 15 de janeiro.
  • Além da presidência, existem candidaturas únicas a vice-presidente de cada CCDR, com escolha feita pelos presidentes das câmaras representadas na região.
  • Depois das eleições, cada CCDR terá ainda mais um vice-presidente eleito pelos conselhos regionais e cinco vice-presidentes nomeados pelo Governo para áreas setoriais.

Os CCDR vão a votos esta segunda-feira para eleger os seus presidentes, numa segunda ronda de eleições diretas que envolve cerca de 11 mil autarcas. Apenas a CCDR-Norte tem mais de um candidato em disputa. A votação decorre simultaneamente nas assembleias municipais.

Quem concorre e como funciona este escrutínio

A eleição dos presidentes decorre junto das assembleias municipais, entre as 16h e as 20h. Os colégios eleitorais são constituídos por autarcas e por deputados municipais, num mandato de quatro anos. O voto é secreto e decorre de forma indireta.

Composição dos colégios e números por região

O colégio único para a eleição dos presidentes é de 10.741 autarcas do continente. O Norte agrega 4126 votantes, o Centro 2833, Lisboa e Vale do Tejo 1998, o Alentejo 1284 e o Algarve 500. Existem, ainda, 8881 deputados municipais para o segundo segmento.

Candidaturas na CCDR-Norte e cenário regional

Na CCDR-Norte disputam a presidência Álvaro Santos (PSD) e o atual presidente António Cunha. O primeiro é apoiado por PSD e PS, enquanto Cunha pediu a renovação do mandato. Para a vice-presidência está proposto Ricardo Bento, ligado à UTAD, por PS/PSD.

Situação nas outras CCDR e candidatos a liderar os regionais

Na CCDR-Centro, o candidato único é José Ribau Esteves (PSD), sucedendo Isabel Damasceno. Em Lisboa e Vale do Tejo, Teresa Almeida recandidata-se com o apoio de PS e PSD. À CCDR-Alentejo concorre Ricardo Pinheiro, enquanto António Ceia da Silva não se recandidata.

Após as eleições, restante estrutura executiva

Para cada CCDR, além do presidente e de um vice-presidente eleito, restarão dois vice-presidentes indicados pelos conselhos regionais e mais cinco nomeados pelo Governo para áreas como educação, saúde, cultura, ambiente e agricultura. O conjunto reflete a gestão regional.

Competências e foco das CCDR

As CCDR asseguram desenvolvimento regional, coesão territorial e articulação entre níveis de governação. Têm competências em planeamento, ambiente, ordenamento do território, educação e agricultura, bem como gestão de fundos europeus e pareceres técnicos.

Acompanhamento e perspetivas

O escrutínio de hoje determina a liderança regional para quatro anos, com impacto no planeamento estratégico e na cooperação entre entidades públicas e privadas. A paralisação de candidaturas entre PS e PSD é tema de debate entre autarcas.

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