- Mais de 700 mil casas estão vagas, entre arrendamento, venda ou outros motivos, segundo o Banco de Portugal.
- Muitos proprietários sentem-se inseguros e outras precisam de obras para entrar no mercado.
- Em 2024, a percentagem de casas vagas ou residências secundárias situa-se perto de 30%, num universo de 1,1 milhões de residências secundárias num total de quase seis milhões de alojamentos familiares.
- Portugal está entre os países da União Europeia com o nível mais elevado de alojamentos secundários e vagos, mas estas casas não podem ser rapidamente colocadas no mercado.
- Setenta por cento das casas vagas foram construídas antes de 1981; na maioria dos municípios com procura em ascensão existem vagas suficientes para atender o crescimento.
Mais de 700 mil casas estão vagas em Portugal, segundo o Banco de Portugal (BdP). Estão para arrendamento ou venda, mas nem todas entram no mercado. A indecisão dos proprietários e a necessidade de obras são os principais motivos apontados.
Num contexto de escassez de habitação, a fatia de casas vagas e de residências secundárias situava-se em cerca de 30% em 2024, valores próximos de 2021, revela o BdP no Boletim Económico de dezembro. Existem 1,1 milhões de residências secundárias, num total de quase seis milhões de alojamentos familiares.
Portugal está entre os países europeus com maior proporção de alojamentos secundários e vagos, nota o estudo. Contudo, as casas vazias não podem ser rapidamente colocadas à venda ou para arrendamento, devido a obras necessárias e a instabilidade regulatória e jurídica que desincentiva a decisão dos proprietários.
Desafios de antiguidade e potencial de utilização
Setenta por cento dos alojamentos vagos foram construídos antes de 1981, o que implica maior necessidade de melhorias. Apesar disso, a maioria dos municípios com crescimento da procura já apresenta alojamentos vagos suficientes para acomodar o aumento observado das famílias, segundo o BdP.
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