- A AAAC vai suspender temporariamente a recolha de animais a partir de 1 de janeiro de 2025, devido a divergências com a Câmara Municipal de Coruche sobre o apoio médico veterinário e o enquadramento da colaboração.
- A suspensão resulta de tentativas de legalizar o abrigo e garantir a continuidade dos serviços veterinários que existem desde a constituição da associação, ao abrigo do protocolo de julho de 2005.
- A AAAC tem acolhido felídeos no concelho, assegurando assistência médica veterinária, identificação eletrónica, vacinação e esterilização, para colmatar limitações do Centro de Recolha Oficial de Animais de Companhia de Coruche (CROACC).
- Em 2025, a Câmara apresentou uma proposta de contrato-programa que apenas previa uma verba para aquisição de serviços externos, estimada em cerca de 40 mil euros, o que a AAAC discorda.
- A associação afirma manter disponibilidade para soluções conjuntas, critica a desresponsabilização do Município e reforça a necessidade de recursos para manter serviços e bem-estar animal no concelho.
A Associação dos Amigos dos Animais de Coruche (AAAC) anunciou a suspensão temporária da recolha de animais de companhia a partir de 1 de janeiro de 2025. A decisão resulta de divergências com a Câmara Municipal de Coruche sobre o apoio médico veterinário e o enquadramento da colaboração entre as duas entidades.
A cooperação entre a AAAC e o Município de Coruche é formal desde julho de 2005. O protocolo vigente permitia garantir cerca de dois terços das adoções no Centro de Recolha Oficial de Animais de Companhia de Coruche (CROACC) e assegurar assistência veterinária, vacinação e esterilização.
A AAAC explica que tem acolhido felídeos no abrigo, assegurando medicina veterinária, identificação eletrónica, vacinação e esterilização, preenchendo lacunas do CROACC, que não dispõe de espaço próprio.
#### Contexto e motivações da suspensão
Em junho de 2025, a associação comunicou ao Município a intenção de legalizar o abrigo e pediu confirmação de continuidade das garantias, repetindo o pedido em agosto. Uma reunião em outubro com o gabinete jurídico municipal gerou uma proposta de contrato-programa apenas com verba para serviços externos.
A direção da AAAC discorda da solução apresentada, que implicaria um teto de cerca de 40 mil euros para compras de serviços externos. Sustenta que o montante não cobre assistência clínica continuada, prescrições ou cirurgias.
A AAAC afirma ter entrado em 23 anos de cria de bem-estar animal no concelho, e mantém disponibilidade para soluções conjuntas. Reitera, contudo, que não pode aceitar a desresponsabilização do Município quanto a recursos e respostas aos desafios diários.
O comunicado acrescenta que a suspensão é temporária e visa preservar o bem-estar animal, até haver um acordo que garanta a continuidade dos serviços médicos veterinários assegurados pela associação. A Câmara ainda não respondeu a um pedido de reunião urgente efetuado pela AAAC após a tomada de posse.
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