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Associação atribui demora do socorro à falta de pessoal e de equipamentos

APROSOC diz que demoras no socorro resultam da carência de médicos, enfermeiros e equipamentos; mortes recentes apontam falhas no SNS

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  • A APROSOC afirma que os atrasos no socorro não se devem à falta de macas, mas à insuficiência de recursos humanos e de diagnóstico nos hospitais.
  • O presidente da associação aponta falta de médicos, enfermeiros, técnicos de diagnóstico e terapêutica, técnicos auxiliares de saúde, além de espaço e equipamento, o que gera filas de macas e esperas por análises.
  • A APROSOC sustenta que a saúde portuguesa não acompanhou o aumento da população e da procura pelo SNS, quer no quotidiano, quer em picos de afluência.
  • Esta semana morreram pelo menos três pessoas após contactarem o INEM e os meios não terem chegado a tempo; o INEM abriu auditoria e rejeita responsabilidades, apontando falta de meios e retenção de macas.
  • O Governo aprovou 275 novas viaturas para o INEM, num investimento de 16,8 milhões de euros; a Liga dos Bombeiros Portugueses alerta para o impacto negativo nas urgências hospitalares e defende uma solução conjunta.

A APROSOC informou neste sábado que a demora no socorro a emergências não pode ser atribuída apenas à ausência de macas nos hospitais. A associação apontou falhas de recursos humanos e de diagnóstico como fatores centrais para os tempos de espera no SNS.

Segundo a APROSOC, a carência de médicos, enfermeiros, técnicos de diagnóstico e terapêutica e técnicos auxiliares de saúde, aliada à falta de espaço e de equipamentos, aumenta as filas de repouso de macas e o tempo de obtenção de análises.

A organização lembrou ainda que, apesar do aumento da procura pelo SNS devido ao crescimento populacional, a capacidade das unidades hospitalares não acompanhou esse crescimento, agravando os tempos de resposta.

Desdobramentos e reação institucional

João Paulo Saraiva, presidente da APROSOC, afirmou que ampliar o número de ambulâncias sem resolver a retenção de macas nos hospitais não resolve o problema nem coloca o utente em prioridade.

Nesta semana, registaram-se pelo menos três óbitos após chamadas ao INEM em que os meios de socorro não chegaram a tempo, segundo a APROSOC. O INEM abriu uma auditoria sobre um caso, mas não assumiu responsabilidades, apontando para limitações de meios.

O Governo anunciou a aquisição de 275 viaturas para o INEM, num investimento de 16,8 milhões de euros, conforme anunciado pelo primeiro-ministro Luís Montenegro. O objetivo é aumentar a capacidade de resposta pré-hospitalar.

Reações setoriais

A Liga dos Bombeiros Portugueses reforçou que o funcionamento das urgências hospitalares prejudica o sistema de emergência pré-hospitalar e pediu uma solução integrada para libertar ambulâncias e macas.

A APROSOC e as entidades envolvidas coincidem na necessidade de reforçar recursos humanos e equipamentos médicos, buscando agilizar o socorro sem comprometer a disponibilidade de atendimento.

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