- Um homem morreu após esperar cerca de três horas por socorro do INEM no Seixal, com o sindicato dos técnicos de emergência a atribuir a falha ao Estado e aos serviços médicos de emergência, bem como ao novo sistema de triagem.
- Rui Lázaro, presidente do STEPH, afirma que o sistema de triagem que entrou em vigor no início do ano pode ter influenciado o desfecho trágico, já que o pedido de socorro foi inicialmente classificado como prioridade três, com tempo de resposta potencial de até sessenta minutos.
- O INEM está a averiguar o que aconteceu; o sindicato já denunciou vários atrasos desde a entrada em vigor do novo regime de prioridades, observando ocorrências de demora na disponibilização de meios de emergência.
- OSTE (STEPH) defende que a alteração foi implementada sem análise técnica adequada e sem testagem prévia, alertando para riscos de demora no envio de meios de emergência, especialmente na Margem Sul.
- A Comissão Parlamentar de Inquérito ao INEM inicia audições esta quarta-feira, com o depoimento de Rui Lázaro, para apurar falhas no serviço, seguindo-se a intervenção do coordenador da comissão de trabalhadores do INEM na quinta-feira.
O homem morreu após esperar três horas por socorro do INEM, em circunstâncias que o STEPH classifica como resultado de falhas do Estado e dos serviços de emergência. A demora ocorre no âmbito de um serviço de emergência que enfrenta alterações no sistema de triagem.
O presidente do STEPH, Rui Lázaro, admite que o novo sistema de prioridades, implementado no início de janeiro, pode ter influenciado o desfechotrágico. O INEM está a investigar o sucedido e confirmar as circunstâncias da ocorrência.
O socorro foi inicialmente classificado como prioridade 3, o que, em teoria, permite uma resposta até 60 minutos. O STEPH aponta que, não raro, meios de emergência demoram mais tempo a ser enviados neste tipo de casos, causando atrasos significativos.
O novo sistema de triagem por telefone não é 100% exato, dependente do que a pessoa que contacta o 112 consegue dizer. Desde 2 de janeiro têm surgido denúncias de atrasos e tempos de resposta superiores ao esperado, não sendo este caso singular.
O STEPH afirma que houve alteração rápida sem a devida análise técnica e sem um período de prova antes da implementação. Embora o princípio seja visto como positivo, o sindicato alerta para riscos inerentes à demora no envio de meios.
Além disso, o presidente do STEPH salienta que, na Margem Sul, os recursos costumam estar ocupados, o que pode ter contribuído para o atraso no presente caso. Não há indicação de erro humano, segundo as informações disponíveis.
A Comissão Parlamentar de Inquérito ao INEM inicia esta quarta-feira as audições para apurar falhas no serviço. O depoimento inicial é do próprio Rui Lázaro, com o coordenador da comissão de trabalhadores do INEM a seguir na quinta-feira.
As audições vão decorrer às quartas e quintas-feiras, a partir das 17h00, após o plenário. O objetivo é esclarecer falhas estruturais no INEM e possíveis melhorias com a nova liderança. Nomeações e alterações no serviço estão em análise.
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