- O Governo propõe refundar o INEM, eliminando as ambulâncias próprias do instituto e transferindo o socorro e o transporte de urgência para bombeiros e privados a partir do início do próximo ano.
- A rede passa a apoiar-se em cuidados de suporte básico de vida e em desfibrilhação automática externa contratados a entidades externas.
- Os bombeiros manterão a resposta aos pedidos de ajuda de forma centralizada, com intervenção de oito minutos após o pedido.
- O INEM ficará responsável apenas por receber pedidos de socorro e enviar equipas, enquanto as ambulâncias passam a ser geridas por bombeiros e privados.
- O relatório da Comissão Técnica Independente, divulgado pelo Expresso, descreve as alterações previstas e o foco do INEM no essencial.
A refundação do INEM proposta pelo Governo vai redesenhar o socorro pré-hospitalar em Portugal. A medida elimina as ambulâncias próprias do instituto, passando o socorro de urgência a ser assegurado por bombeiros e entidades privadas a partir do próximo ano. A rede passa a assentar em suporte básico de vida e em desfibrilhação externa automática, contratados a entidades externas.
Segundo o relatório da Comissão Técnica Independente, o objetivo é centralizar a resposta aos pedidos de ajuda. O INEM deverá manter-se apenas como receptor de pedidos, enviando equipas para o local. As ambulâncias ficarão sob a gestão de bombeiros e de privados, com a rede de assistência a depender de contratos com entidades públicas, privadas ou sociais.
O que muda e quem está envolvido
Os bombeiros passam a responder, de forma centralizada, aos pedidos de socorro dentro de oito minutos. Atualmente, já asseguram cerca de 90% das chamadas, devendo manter esse tempo de resposta. Entidades privadas também passam a integrar a prestação de serviços de urgência e transporte.
A mudança envolve a redefinição de estruturas e fluxos de financiamento. O objetivo é que o INEM se concentre no essencial: receber pedidos de socorro e coordenar a assistência, enquanto as ambulâncias passam a ser operadas por outros intervenientes. A timeline aponta para alterações já no início do próximo ano.
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