- Entre os cinco favoritos à segunda volta, Ventura foi o mais poupado pela restante imprensa e pelos outros candidatos nos primeiros dias de campanha.
- Gouveia e Melo criticou, junto à estátua de Sá Carneiro, o que chamou de neoliberiais que “o mercado não resolve tudo”, repetindo a crítica a Cotrim num jantar em Fafe.
- A campanha negou atacar Ventura, mas houve uma referência direta ao Chega, dizendo que Sá Carneiro era democrático e que um partido antidemocrata não é herdeiro do líder.
- Foram observadas ocasiões em que Gouveia e Melo poderia ter atacado Ventura, mas optou por críticas a Mendes e Seguro, mantendo o líder do Chega isento de ataques diretos.
- No contexto da campanha e do inquérito da Marinha, Ventura não aproveitou para atacar o almirante, sugerindo que pode haver interesse estratégico em manter Gouveia e Melo fora do alvo.
Entre os candidatos favoritos à segunda volta, André Ventura tem sido o mais poupado pela restante corrida. A estratégia tem passado por evitar ataques diretos a Gouveia e Melo, mantendo o tom mais brando nas intervenções.
Ao longo dos primeiros dias oficiais de campanha, houve referências críticas a outros adversários, especialmente ao Chega. Em várias ocasiões, o grupo que acompanha o almirante Gouveia e Melo apontou para estimativas de que um herdeiro de Sá Carneiro não pode ser associado a posições antidemocratas.
Pacto de não agressão?
Durante o debate entre vulgares candidatos, surgiram sinais de um possível pacto de não agressão entre Ventura e Gouveia e Melo, com ataques mínimos entre ambos. Nas intervenções, o almirante limitou-se a críticas a Mendes e Seguro, evitando referência direta a Ventura.
No mesmo fio temporal, Ventura não aproveitou oportunidades para desferir ataques diretos ao militar, mantendo o foco em oposição a PSP e PSD por parte de outros adversários. Essa linha de contenção tem sido interpretada como estratégica para não desorganizar a sua posição.
Contexto recente da campanha
As dinâmicas da campanha intensificaram-se após a divulgação de informações sobre contratos na Marinha, alvo de inquérito do Ministério Público. Ainda assim, Ventura não atacou diretamente o almirante, e reiterou que a sua estratégia depende de confrontar PS e PSD, sem grandes referências ao líder apoiado pelo militar.
A abordagem de Ventura mantém o equilíbrio entre criticar rivals de centro-direita e evitar choques com a figura de Gouveia e Melo. Analistas indicam que o líder do Chega pode ter interesse em manter o opositor no campo adversário, minimizando confrontos diretos.
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