- Putin afirmou que pretende retomar um diálogo normal e construtivo com a Europa, dizendo que as relações estão atualmente reduzidas ao mínimo.
- Em cerimónia no Kremlin, dirigiu‑se a dez embaixadores europeus que apresentaram credenciais e destacou que os laços com a Europa foram afetados pela situação atual.
- O presidente russo afirmou que espera um acordo de paz para a Ucrânia o mais depressa possível e que a cooperação com cada país, incluindo Portugal, tem raízes históricas.
- Afirmou que a relação com a Europa, antes o maior parceiro comercial da Rússia, está congelada em termos de diálogo internacional e regional, mas espera que a situação mude com o tempo.
- Não houve confirmação oficial sobre a possível chegada a Moscovo de envios norte‑americanos para discutir o plano de paz, enquanto Putin reiterou que a Rússia continuará a perseguir os seus objetivos até que se reconheça a necessidade de paz.
Vladimir Putin afirmou hoje querer retomar um diálogo normal e construtivo com a Europa. A declaração surgiu durante uma cerimónia no Kremlin, onde o Presidente recebeu credenciais de dez embaixadores europeus. O Kremlin não confirmou pressões de tempo, mas Putin apontou que as relações com a Europa estão muito aquém do esperado.
O líder russo sublinhou que o diálogo foi reduzido a um mínimo e que a responsabilidade não cabe apenas a Moscovo. Afirmou que a interação com a Europa ficou congelada, incluindo o contacto comercial e o diálogo sobre questões internacionais. O objetivo é uma normalização progressiva.
Putin disse acreditar que, com o tempo, a situação vai mudar e os países regressarão a uma comunicação respeitosa dos interesses nacionais e da segurança. Defendeu relações históricas profundas com os países representados pelos embaixadores presentes, entre eles Portugal.
Na cerimónia, o Presidente russo enfatizou a necessidade de avançar para uma solução pacífica para a Ucrânia. A Rússia pretende uma paz duradoura que garanta segurança, embora tenha referido que alguns vão precisar de tempo para aceitar essa posição.
Putin também indicou que a crise decorre do desrespeito aos interesses de Moscovo ao longo de anos e do não cumprimento de promessas ocidentais de não expandir a NATO para o leste. Acrescentou que a Rússia permanecerá orientada para os seus objetivos.
O Kremlin não confirmou a eventual chegada de enviados da Casa Branca, discutidos pela imprensa, para tratar de um plano de paz propondo pelos EUA. Também não houve confirmação sobre apoio a envio de tropas de países do Sul Global, como a China.
Antes, o porta-voz Dmitri Peskov disse que Moscovo concorda com a visão de Trump de o principal obstáculo à paz ser a liderança ucraniana. Acrescentou que a situação para o regime de Kiev está a piorar com o passar dos dias.
A cerimónia de entrega de credenciais reuniu mais de 30 diplomatas, incluindo embaixadores de dez países europeus e chefes de missões de Cuba, Brasil, Uruguai, Colômbia e Peru. Também estiveram presentes novos representantes de Israel e do Afeganistão.
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