- Pequim acusou Washington de realizar um “saque económico” contra Taiwan, através de tarifas e da pressão sobre a TSMC para ampliar o investimento nos Estados Unidos.
- A porta-voz Zhu Fenglian classificou o eventual acordo entre Taipé e Washington como “ato de espólio económico” que usa as taxas alfandegárias para esvaziar a base industrial taiwanesa.
- Taiwan confirmou um consenso com os EUA para concluir um acordo que incluiria a redução de tarifas de 20% para 15% sobre alguns produtos da ilha e novos compromissos de investimento da TSMC nos EUA.
- A TSMC já planeia aumentar o investimento nos Estados Unidos para cerca de 165 mil milhões de dólares, com produção prevista numa segunda fábrica no próximo ano.
- Pequim vê Taiwan como parte inalienável do seu território e mantém o discurso de reunificação, não afastando, porém, o uso da força para atingir esse objetivo.
Pequim acusou Washington de realizar um saque económico contra Taiwan, alegando que as tarifas e a pressão sobre a TSMC visam aumentar investimentos nos EUA e afetar a base industrial da ilha. A porta-voz Zhu Fenglian descreveu o possível acordo comercial entre EUA e Taipé como um ato de espólio económico.
Segundo declarações oficiais, a aceitação de reduzir tarifas de 20% para 15% sobre alguns produtos taiwaneses estaria condicionada à transferência de capacidades tecnológicas da TSMC para os EUA, o que Pequim afirma colocaría em risco o desenvolvimento económico de longo prazo de Taiwan.
As declarações ocorrem após Taipé confirmar um consenso geral com Washington para concluir um acordo que prevê a redução tarifária e novos compromissos de investimento da TSMC nos EUA, sem detalhes divulgados. A TSMC já opera uma fábrica no Arizona e planeia iniciar produção de uma nova unidade em 2027.
Em agosto, os EUA impuseram tarifas a produtos oriundos de Taiwan, com exceções para semicondutores e dispositivos eletrónicos. O anúncio levou a negociações entre as partes, com Taiwan buscando um regime tarifário mais favorável. A TSMC prevê elevar o investimento no território norte-americano para 165 mil milhões de dólares.
Pequim mantém Taiwan como parte inalienável do seu território e não exclui o uso da força para a reunificação. A ilha é governada desde 2016 pelo PDP, que defende a soberania e afirma que o futuro depende exclusivamente da população de Taiwan.
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