- O ministro alemão dos Negócios Estrangeiros disse não haver indicação de que Washington esteja a considerar seriamente anexar a Gronelândia, território da Dinamarca.
- O presidente dos EUA afirmou que tomaria a Gronelândia “de uma forma ou de outra”, mirando a defesa contra China e Rússia, e falou em aquisição do território, não em arrendamento.
- A NATO está a desenvolver planos mais concretos sobre segurança no Ártico, a serem discutidos com parceiros norte‑americanos, após encontro entre o ministro alemão e o secretário de Estado dos EUA.
- Membros do Congresso dos EUA vão reunir‑se com Dinamarca e Groenlândia, para debater reforço da segurança no Ártico e relações comerciais.
- A NATO e a Groenlândia anunciaram, em resposta, a intenção de trabalhar em conjunto para fortalecer as defesas do território, enquanto a Dinamarca alerta para o risco de perder a aliança.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Alemanha afirmou que não há indicações de que Washington esteja a considerar seriamente invadir ou anexar a Gronelândia. O comentário foi feito na sequência de declarações do Presidente dos EUA sobre a área.
O ministro alemão dos Negócios Estrangeiros, Johann Wadephul, disse a jornalistas em Washington não haver sinal de ação militar iminente. Acrescentou que há interesse comum em segurança no Ártico e que a NATO deve trabalhar nisso com os Estados Unidos.
Wadephul reuniu-se com o homólogo norte‑americano, Marco Rubio, antes de uma reunião prevista entre responsáveis dinamarqueses e groenlandeses. A visita ocorre à margem de discussões que envolvem o âmbito de defesa regional.
O Presidente norte‑americano afirmou que os EUA poderiam tomar a Gronelândia, não por arrendamento temporário, mas como aquisição de território. Trump vincula a ação a planos de segurança contra China e Rússia, e a perceção de falha dinamarquesa na defesa.
Parlamentares dos EUA mencionaram uma delegação a Copenhaga, para encontro com líderes dinamarqueses e groenlandeses, a caminho do Fórum Económico Mundial em Davos. A viagem visa reforçar segurança no Ártico e laços comerciais.
A NATO e a Groenlândia anunciaram uma colaboração para reforçar defesas do território, diante das falas norte‑americanas. A situação envolve o equilíbrio entre soberania dinamarquesa e interesses estratégicos da região.
A Gronelândia, ilha com cerca de 57 mil habitantes, é considerada rica em minerais e com relevância geoestratégica. Nos tempos da Guerra Fria, os EUA operavam mais de uma dezena de instalações no território.
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