- Caracas anunciou que o petroleiro Olina, que deixou a Venezuela sem autorização, regressou às suas águas num operação conjunta com os Estados Unidos.
- A operação foi descrita como bem-sucedida pelo Ministério de Hidrocarbonetos e pela petrolífera estatal PDVSA, e o navio volta a navegar em águas venezuelanas.
- O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que as forças norte-americanas intercetaram o Olina nas Caraíbas em coordenação com autoridades venezuelanas interinas.
- O Olina está sancionado pelos EUA por alegadamente financiar a guerra na Ucrânia, através do transporte de exportações energéticas russas.
- O anúncio ocorre no mesmo dia em que a Venezuela revelou um processo exploratório de caráter diplomático com os EUA para restabelecer missões diplomáticas, após ataques recentes entre os dois países.
O governo da Venezuela anunciou o regresso de um petroleiro às suas águas, em operação conjunta com os Estados Unidos. O anúncio segue declarações do Presidente dos EUA sobre a interceptação do navio nas Caraíbas, alegadamente partiu sem autorização. A operação visa devolvê-lo ao país.
O petroleiro Olina, anteriormente designado Minerva M, foi interceptado pelas forças norte-americanas na sexta-feira, em coordenação com autoridades venezuelanas. A intervenção contou com fuzileiros navais a partir do porta-aviões USS Gerald R. Ford, segundo o Comando Sul dos EUA.
Uma nota do Ministério de Hidrocarbonetos e da petrolífera estatal PDVSA descreveu a operação como bem-sucedida, afirmando que o navio regressa para águas venezuelanas para proteção e ações pertinentes. Não foram divulgados números de detenções.
Operação conjunta
Segundo o comunicado, o Olina volta ao território venezuelano para continuar com atividades reguladas. O petróleo do navio pode ser alvo de venda sob uma estratégia chamada GREAT Energy Deal, como referiu o Presidente norte-americano numa rede social.
A ação faz parte de uma postura dos EUA contra atividades transnacionais ilegais no hemisfério ocidental, fortalecida pela participação do Departamento de Defesa e do Departamento de Segurança Interna. O comando não indicou resistência durante a operação.
Contexto diplomático e econômico
O Olina surge com sanções impostas pelos EUA devido a alegadas ligações com o financiamento da guerra na Ucrânia, via exportações energéticas para mercados estrangeiros, de acordo com relatos de imprensa. A medida ocorre no mesmo dia em que o governo venezuelano divulgou intenções de restabelecer missões diplomáticas com os EUA.
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