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Trump aumenta pressão sobre a Gronelândia, resposta: não queremos ser americanos

Gronelândia rebate novas ameaças dos EUA defendendo autodeterminação e rejeita integração com Washington

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Mulher caminha junto ao Parlamento da Dinamarca, o Inatsisartut
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  • O Presidente dos EUA voltou a ameaçar intervir na Gronelândia, dizendo que “vamos fazer algo lá, quer gostem quer não”.
  • Líderes de cinco partidos groenlandeses, incluindo o do primeiro-ministro, emitiram um comunicado conjunto: “Não queremos ser norte-americanos”.
  • A tensão ocorre num contexto de ações dos EUA na região e de debates sobre a posse da Gronelândia, território da Dinamarca e da NATO.
  • Trump referiu a possibilidade de comprar a Gronelândia a Copenhaga, adiantando que, se não for por bem, será pela via difícil.
  • Parceiros europeus reiteraram a importância do Ártico para a segurança europeia e para a NATO, enquanto a União Europeia expressou solidariedade com a Dinamarca e a Gronelândia; a sessão do parlamento groenlandês foi antecipada para debater a situação, com nova sessão marcada para 3 de fevereiro.
  • Em sondagem recente, 85 por cento da população groenlandesa rejeita a ideia de integrar os EUA.

Trump volta a lançar ameaças à Gronelândia, enquanto líderes groenlandeses respondem firmemente que não desejam tornar-se norte-americanos. O episódio ocorreu na sexta-feira, numa reunião na Casa Branca com responsáveis de empresas petrolíferas, e ganha contornos diplomáticos.

O Presidente dos EUA afirmou que podem agir na Gronelândia, “quer eles gostem quer não”. A declaração gerou reação na Groenlândia, território autônomo sob Dinamarca, que integrou o comunicado conjunto de cinco partidos do governo local.

No dia seguinte, a imprensa revelou que a Gronelândia não pretende alinhar-se com os EUA. Os líderes dos cinco partidos groenlandeses disseram: “Não queremos ser americanos, não queremos ser dinamarqueses, queremos ser gronelandeses”.

Os comentários de Trump também levantaram preocupações sobre a NATO. A Dinamarca condicionou qualquer intervenção à coordenação com aliados da aliança, sublinhando que inimigos comuns não devem colocar a segurança do Atlântico em risco.

Lideranças groenlandesas pediram calma e destacaram a necessidade de um debate público amplo. O comunicado conjunto reforça o desejo de decidir autonomamente sobre o futuro da região, sem pressões externas.

Paralelamente, parceiros europeus destacaram que a segurança do Ártico é prioridade europeia e que a Gronelândia é parte da NATO. A União Europeia reiterou apoio à Dinamarca e à Gronelândia dentro do quadro institucional.

O presidente do Conselho Europeu, António Costa, salientou que a Gronelândia pertence ao seu povo e que decisões devem envolver Dinamarca e a própria Gronelândia, com apoio europeu explícito.

O Investimento diplomático segue com uma antecipação da sessão do parlamento groenlandês, prevista para 3 de fevereiro. O debate busca assegurar direitos do povo e esclarecer posições oficiais, sem precipitar decisões.

Contexto regional

A Gronelândia ficou no centro de tensões crescentes entre a Administração de Trump e parceiros europeus, após ações militares na região e declarações sobre soberania territorial. O tema encontra eco na política externa da Dinamarca e na NATO.

Reações internacionais

Vários governos europeus emitiram notas reiterando compromisso com a segurança do Ártico. Dirigentes destacam a importância de manter canais diplomáticos abertos e evitar escaladas que possam afetar a cooperação transatlântica.

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